Novembro 18, 2009

Pausa para: cartum

Imagem: Banksy

Novembro 12, 2009

Fim da Era do Petróleo? Depois de 2030, quem sabe…

Estamos vivenciando o fim da Era do Petróleo? A profecia, por ora, parece estar mais amparada em desejos do que nos fatos.

Um relatório da International Energy Agency, citado pelo site da revista britânica The Economist, projeta que a demanda mundial por petróleo subirá de 84,7 milhões de barris/dia (em 2008) para 105 milhões de barris/dia (2030).

Segundo o estudo, Estados Unidos, Japão e Europa usarão menos petróleo em 2030 do que o fizeram em 1980; a demanda na Ásia, particularmente Índia e China, porém, subirá 400% nas próximas duas décadas. A maior parte desta produção será destinada a transporte, reflexo do “aumento no número de carros no mundo em desenvolvimento”.

Por esta previsão a demanda por petróleo também aumentará na América Latina, a um ritmo semelhante ao da África. Somando-se o que latinoamericanos e africanos beberão de petróleo em 2030 não dá, ainda assim, um Estados Unidos, conforme a tabela abaixo.

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E o texto abaixo, extraído de um artigo do professor da USP e ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer, na revista Retrato do Brasil de novembro, ajuda a jogar luz sobre os números acima. Vejamos:

“Está em curso um processo de transição energética, provocado pela discussão das mudanças climáticas e também pela perspectiva de exaustão das reservas de petróleo. Apesar disso, a persistência do modelo de desenvolvimento urbano-industrial surgido das revoluções industriais conduz à conclusão de que o papel do petróleo é ainda extraordinário como fonte de rendas”.

E prossegue o professor:

“Para que outras formas de energia desempenhem esse mesmo papel (do petróleo), é preciso melhorar as condições técnicas de sua apropriação, requerendo menos capital e trabalho. Os economistas ecológicos falam da necessidade da mudança desse paradigma. Isso é necessário e é possível. Mas levará tempo. Não há, no entanto, por ora, nenhuma força política capaz de acelerar essa passagem”.

Concluindo que:

“É preciso aceitar que o petróleo manterá seu elevado valor por um longo tempo, três ou quatro décadas, no mínimo. Os excedentes gerados com o uso do petróleo podem financiar a transição energética. Quem controlar a apropriação de qualquer parte importante do uso desse recurso natural controlará parte do poder. Onde está esse petróleo remanescente? Em três fronteiras: na Ásia Central, na África (em países como Nigéria e Sudão) e na camada pré-sal brasileira”.

Novembro 11, 2009

A honestidade e os “espinhos” do poder

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Um amigo que ocupa um cargo razoavelmente importante na Administração Pública me contou que está preocupado com o que lhe acontecerá quando deixar o posto. Segundo ele, é comum “gestores” serem processados a posteriori (ou seja, quando já estão fora do governo) por medidas administrativas tomadas. Para fazer a coisa andar na “máquina”, é necessário, muitas vezes, buscar alternativas para driblar as inúmeras normas burocráticas. Para quase tudo, porém, pode-se haver dupla interpretação e o Tribunal de Contas da União abre processos com freqüência, até para eximir-se de responsabilidades. Ou seja: na dúvida, processa o administrador (o indivíduo). Por ser honesto (e não pertencer a esquemas políticos que lhe dariam guarida), este amigo inquieta-se. E aqui termina a parte bonitinha da história.

O lado cinzento veio na segunda parte da conversa.

Como encarar um processo judicial é caro, vários ocupantes destes cargos (gente que não é de “carreira”, mas indicada) aproveitam, então, sua passagem no governo para…fazer uma caixinha “por fora” como garantia para o futuro. Não é incomum este dinheiro – fruto, no mais das vezes, de fraudes — ficar estacionado em escritórios de advocacia. Não ficou claro o que os advogados fazem com a grana caso ninguém vá aos tribunais, mas aí é outra história.

Comentei que precisa ter estômago para a Política, ao que ele respondeu: “é, não é para idealistas”.

Novembro 9, 2009

Os políticos e os “espinhos” do poder

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Imagem: Sebastian Fritzon 

Quando ouvir um político reclamar do poder (que está “amargurado”, “desiludido”, que fará o “sacrifício” de se candidatar), desconfie. O mais provável é que seja lorota.

Lembrei disso ao reler uma entrevista dada por Ulysses Guimarães ao jornalista Fernando Morais, em março de 1979.

Citando o então governador da Paraíba, Ernani Sátiro, Ulysses diz a Morais, respondendo se teria interesse em disputar, um dia, a Presidência da República: “ele (Sátiro) sempre dizia: Olha, Ulysses, vivem dizendo que a cadeira do poder é uma cadeira de espinhos. Só se os espinhos estão virados para baixo, porque é uma cadeira gostosa que é danada”.

(trecho tirado do livro “Primeira Página: as melhores entrevistas feitas por Fernando Morais”, editora Alfa-Omega, página 63).

Novembro 5, 2009

Site da Casa Branca pode não ser…da Casa Branca

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Em um inusitado lapso de segurança e de informação, a Casa Branca (White House, residência oficial do presidente dos Estados Unidos e símbolo do poder executivo naquele país) deixou de registrar o nome “whitehouse” nos domínios .com e .org.

Resultado: quando se clica em www.whitehouse.org  a busca é direcionada para um site humorístico que satiriza a…Casa Branca. O site oferece camisetas parodiando a base militar e presídio americano de Guantanamo e pôsteres “patrióticos” estampados por George W. Bush.

E o internauta que clicasse em www.whitehouse.com caia em um site pornográfico – que aproveitou-se o quanto pôde do prestigiado nome (veja um texto a respeito) até que passou o dominio adiante em 2008.  Atualmente, ao clicar-se na URL cai-se em uma página em branco com dizeres pouco compreensíveis.

Em tempo: o site oficial da Casa Branca é: www.whitehouse.gov

Já no Brasil, o pessoal do Palácio do Planalto parece mais antenado. Quando clica-se em www.presidencia.org.br vai-se para uma página em branco; o site oficial da Presidência da República é www.presidencia.gov.br

 E a propósito: quando colocamos www.presidencia.net  aparece o seguinte aviso: For Sale Domain!

Candidatos?

 

Novembro 3, 2009

Pausa para: cartum

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“Eu estou ótimo, mas Clark Kent não consegue encontrar um jornal que esteja contratando!”. Peguei no blog do Ricardo Lombardi.

Outubro 21, 2009

Uma nota sobre preços & lucros

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 Imagem:  Poster Boy Subway Art

Folheando o livro “Marketing para o Século XXI”, do consultor e professor americano Philip Kotler, me deparei com uma tabela curiosa. O autor (provavelmente citando dados de terceiros) apresenta estimativas de quanto sobe o lucro das empresas quando estas aumentam seus preços. Reproduzo abaixo.

Quando um produto sobe de preço 1%, quanto aumenta o lucro da empresa que o comercializa?

Para a Coca-Cola o lucro sobe 6,4%

Fuji Photo – 16,7%

 Nestlé – 17,5%

Ford – 26%

Philips – 28,7%

 (página 130; o livro é de 1999).

Outubro 15, 2009

Pausa para: intervenção urbana

Um grupo da Suécia (patrocinado pela Volkswagen, ressalto) quis saber o que faria as pessoas utilizarem a escada normal em vez da rolante na saída do metrô. Vale pela sacada:

Outubro 14, 2009

O nosso bairro é sempre mais tranquilo

 

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Imagem: Banksy

Conversando recentemente com uma socióloga especializada em segurança pública, ela me disse uma coisa curiosa. Tanto nas cidades brasileiras, como ao redor do mundo, as pessoas, nas pesquisas, sempre dizem que seu bairro é menos violento do que o restante da cidade. Uma das explicações é que  olhamos nossa vizinhança com lentes de afetividade, favorecendo uma percepção benevolente.

Isto me fez lembrar como o noticiário sempre tem uma carga negativa grande – fatos positivos raramente são “notícia”. Talvez as pessoas sintam-se mais confortáveis ao perceber os perigos do mundo alhures, via TV ou jornais, lá no Afeganistão, na África ou…em qualquer lugar que não seja seu bairro.