Junho 1, 2009

The Economist: nos EUA, 64% usam Google

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O “mercado de buscas” na internet nos Estados Unidos é dominado pelo Google (64%), seguido por Yahoo (20%) e Live, da Microsoft (8%).

Os dados estão em uma matéria interessante da revista The Economist, que antecipa algumas novas tecnologias de busca que estão sendo desenvolvidas. Segundo a publicação, as empresas estudam soluções para refinar as buscas, para que o usuário encontre respostas para suas questões.

Uma das ideias é organizar o buscador de modo que este “antecipe os interesses de quem faz a busca”, diminuindo brechas para informações aleatórias. Conversa de ficção científica, mas para ficar de olho…

Maio 29, 2009

Violência no Rio, uma nota

Na próxima terça-feira (2 de junho), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulga um estudo que mapeou os locais de moradia das vítimas de homicídio no Rio de Janeiro. Para quem estuda o tema, é para ficar de olho. Os pesquisadores produziram mapas mostrando os locais mais críticos da cidade. O material deverá estar em breve no site da instituição.

Convém lembrar que uma em cada quatro mortes por homicídio na cidade do Rio entre 2003 e 2006 foi de responsabilidade das forças policias (militar e civil). Quando um PM mata uma pessoa, o caso é classificado como “auto de resistência”. Abaixo, o triste placar das mortes de civis pela polícia no estado do Rio de Janeiro, classificadas como “autos de resistência” (dados do Instituto de Segurança Pública)

2007 (Gov Sérgio Cabral) – 1330

2006 (Gov Rosinha Garotinho) – 1063

2005 (Gov Rosinha Garotinho) – 1098

2004 (Gov Rosinha Garotinho) – 983

 2003 (Gov Rosinha Garotinho) – 1.195

 2002 (Gov Benedita da Silva) – 900

 2001 (Gov Anthony Garotinho) — 592

Maio 22, 2009

Os ingleses e as câmeras de vigilância

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Acima, a visão de um artista inglês a respeito do futuro…não consegui descobrir o nome dele ou dela, mas o site está aqui. (boas imagens, grafites etc – vale uma visita).

Em tempo: a Inglaterra é, provavelmente, um dos países mais vigiados do mundo. São 3 milhões de câmeras de vigilância, ou CCTVs, espalhadas por supermercados, lojas, ruas e no futuro, quem sabe, nos pastos também…

São, em tese, equipamentos de segurança.

Mas uma lei permite que qualquer cidadão requisite aos proprietários dessas câmeras suas imagens.

Abaixo, um filme futurista produzido pela artista Manu Luksch a partir de imagens dela própria capturadas por diversas CCTVs em Londres…

Maio 21, 2009

ONU lança campanha para plantio de árvores

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Imagem: SoulSoundDuo

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou, recentemente, uma campanha para o plantio de 7 bilhões de árvores até o final deste ano. Segundo o Centro de Informações da ONU, a idéia é “estimular os líderes mundiais, que se reúnem em dezembro na cidade de Copenhague, a chegar a um novo acordo para combater a mudança climática”.

Para acessar o site da campanha, clique aqui. Os organizadores estimulam as pessoas a deixarem seus nomes no site e a quantidade de árvores plantadas. No Brasil – onde segundo o site a iniciativa já plantou 25 milhões de árvores (será?) – dezenas de organizações participam, de grupos de escoteiros, passando pela Globonews, até funcionários da Bayer (veja no site a seleção por países).

É curioso ver a ONU enveredar por trilhas que a assemelham, de certo modo, a uma grande ONG. Pode-se ler isto como algo positivo – de aproximação com a sociedade civil organizada etc – mas também como sinal de sua irrelevância nos tempos atuais (tendo papel quase nulo nos grandes embates mundiais – guerra do Iraque, Afeganistão, e por aí vai). Dito de outro modo: diante de seu vazio, aproxima-se da “sociedade civil organizada” em busca de sentidos para sua existência.

Maio 19, 2009

Imprensa na berlinda

 

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Imagem: Yumi shimada/ym 

Para quem se interessa pelo estado atual da imprensa no mundo, recomendo o artigo da jornalista Argentina Inês Haya, publicado no blog ODiario.Info (que tem entre seus editores o experiente jornalista e escritor Miguel Urbano Rodrigues).

Ela traz uma lista de diversos jornais que faliram – ou estão em sérias dificuldades – nos Estados Unidos, mas também Espanha e Argentina.

Para se ter uma idéia:

O grupo que edita o El Pais (principal jornal espanhol) perdeu 95% de seu valor de bolsa – uma ação vale menos do que um exemplar do jornal; seu concorrente, o El Mundo, também enfrenta problemas financeiros graves.

Em março Seattle amanheceu sem um dos seus principais diários, o The Post Intelligencer (que faliu após 146 anos); no final de 2008 a Tribune Company, segundo grupo midiático dos EUA (proprietário do The Baltimore Sun) foi a nocaute; ainda nos EUA, a Gannett Company – proprietária de 85 diários – eliminou mais de 8 mil postos de trabalho entre 2007 e 2008.

A lista continua e é longa: a empresa que publica o USA Today (diário de maior circulação no EUA) demitiu mil trabalhadores em agosto de 2008; em janeiro de 2009 faliu o The Star Tribune de Minneapolis; na Argentina o grupo La Nación fechou uma revista e começa a demitir.

O que há de comum nesses casos? A jornalista enumera: diminuição de anunciantes, queda das ações, das vendas e leitores.

Por enquanto a estratégia parece ser migrar para o “online” e cobrar pelo conteúdo.

Recentemente a The Economist também trouxe um artigo a respeito do assunto (lembrando que na Inglaterra 70 jornais locais faliram em 2008 e que São Francisco, na Califórnia, pode ser a primeira das grandes cidades americanas a ficar sem um jornal de circulação diária…).

Maio 18, 2009

Pausa para: sexo no paleolítico

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O site da revista The Economist citou recentemente uma reportagem da revista Nature descrevendo o que pode ser a estatueta mais antiga já encontrada (foto acima).

Com 6 centímetros de altura, feita a partir das presas de um mamute, foi localizada em uma caverna na Alemanha. Calcula-se que tenha sido esculpida 35 mil anos atrás (período que corresponde à chegada do “homem moderno” – ou Homo Sapiens — ao que é hoje a Europa).

Os pesquisadores viram na obra paleolítica uma reprodução do ato sexual.

Tempos selvagens, esses, em que homens pegavam mamutes a unha e esculpiam suas mulheres! Ou seria o contrário?

Maio 15, 2009

Pausa para um cartum

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Autor: Patrick McDonnel — tirei do blog do Ricardo Lombardi.

Maio 13, 2009

Pesquisa mostra uso do Twitter nos EUA

11% dos americanos que estão online usam o Twitter ou algum serviço do gênero (como o Yammer).

O número está em uma pesquisa do Pew Internet & American Life Project.

O uso é mais intenso na faixa etária que vai de 18 a 34 anos (20% usam) e decai entre os que estão acima de 34 (para 10%).

Maio 8, 2009

Brasil é um dos países com mais presos no mundo

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Imagem: pôster boy

Em números absolutos, o Brasil é um dos países com mais presos no mundo (atrás apenas de Estados Unidos, Rússia e China). Por aqui são 440 mil pessoas presas, ou 277 para cada 100 mil habitantes.

Os Estados Unidos são, de longe, os que mais encarceram: lá há 756 presos para cada 100 mil habitantes.

 O estudo completo, realizado pelo International Centre for Prison Studies, você pode acessar aqui (PDF, em inglês). Os dados dizem respeito a 2008.

Maio 6, 2009

Pensamentos sobre “o fato” nos tempos atuais

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Imagem: f/508

Um aspecto em aberto no mundo virtual é o da qualidade da informação. Os erros estão disponíveis em abundância na internet.

 Daí que um dos objetivos deste blog é testar a possibilidade de, a um ritmo quase diário (mania de jornalista), “postar” informações que sejam, ao mesmo tempo, interessantes e factíveis. Uma preocupação é sempre indicar a fonte da informação – e que esta seja, é claro, de confiança.

Neste sentido registro duas notas sobre a Wikipedia.

Recentemente, a enciclopédia online “matou”, precipitadamente, um político americano, conforme saiu no jornal Independent.

No livro 1808, o jornalista Laurentino Gomes escreve que, em meados de 2006, a Wikipedia registrava incorretamente a data de partida da família real portuguesa para o Brasil – 7 de novembro de 1807, em vez de 29 de novembro de 1807 (veja na página 24).

E por aí vai.

Já os jornais impressos, abusam do condicional, o noticiário está repleto de “seria”, “estaria”, “teria”. Já repararam? Uma espécie de reino do João-sem-abraço, no qual o leitor é quem sai perdendo (tempo e dinheiro).

Esta é uma questão que me inquieta: como recuperar o fato (no sentido “daquilo que aconteceu”)?

Na era digital, me parece que o fato perde, cada vez mais, importância – tal a quantidade de informação disponível, o fato perde-se em múltiplas versões, sucessivos “cortar e colar”.

Uma solução – em busca de fatos – poderiam ser os livros. Mas isto também não é garantido. Pesquisando recentemente em bibliotecas sobre um personagem do século XIX, encontrei diferentes versões para informações simples, como o nome completo da pessoa, local de moradia, local de nascimento etc.

Não é porque está no livro que é verdade. Autores se copiam, ao longo dos anos, entre si, e nem sempre se preocupam se estão ou não passando adiante informações precisas. Em se tratando de História, isto é problemático; por mais que a História seja, de certo modo, uma “fantasia organizada”, esta precisa estar calcada em fatos.

Bom, talvez seja que, no fundo, nada mudou: recuperar fatos foi e é uma tarefa penosa.

A diferença é que agora há muito mais joio e trigo a serem separados – um erro (acidental ou não) que antes ficava arquivado em uma prateleira durante anos, agora ganha o mundo na velocidade do pensamento. Para o bem e para o mal….