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Quais os maiores derramamentos de petróleo?

O site da revista The Economist trouxe recentemente uma lista com os maiores derramamentos de petróleo de todos os tempos. O desastre ocorrido na plataforma da BP no Golfo do México era, até o final de junho, o quarto, levando-se em conta as piores estimativas – ou o décimo-sexto, considerados cálculos mais otimistas (veja o gráfico abaixo). Mas a posição no “ranking” deve subir, já que autoridades americanas calculam que o petróleo continua a escapar  a uma velocidade de 60 mil barris/dia. Já são mais de dois meses de poluição non-stop (o acidente original aconteceu em 20 de abril).
E no Facebook existe uma comunidade chamada “Boycott BP”. São mais de 680 mil participantes, com muita informação, fotos e vídeos. Vale a pena conferir.
Abaixo, imagem da plataforma da BP em chamas, antes de afundar; 11 trabalhadores morreram e diversos outros ficaram feridos. A BBC produziu um material didático sobre o acidente – vale uma visita (em inglês).
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Cientistas “pescam” plástico em alto-mar

Um excelente site para quem quer saber mais sobre o grave problema do lixo (em especial plástico) nos oceanos é o do Algalita Marine Research Foundation. Baseada na Califórnia, a fundação realiza há dez anos pesquisas sistemáticas sobre a quantidade de resíduos plásticos existente na chamada corrente marítima do Pacífico Norte. O levantamento abrange uma área que vai da costa dos Estados Unidos até o Havaí, o que em linha reta daria algo como umas cinco mil milhas. Os pesquisadores acoplam ao barco uma espécie de rede e coletam suas amostras (divididas em “plástico fino”, “polietileno”, entre outras — foto acima). Embora não haja dados conclusivos, a observação dos cientistas é que, a cada ronda anual, as rotas apresentam cada vez mais plástico em suas águas. Outro ponto, é que peixes passam a ingerir micro pedaços plásticos, para o que, segundo o site, “não se sabe ainda as conseqüências”.
Acima, mapeamento do plástico na costa entre os EUA e Havai. Uma matéria do jornal britânico The Independent calcula haver no Oceano Pacífico uma “sopa de lixo” cujas dimensões equivalem a duas vezes o tamanho dos Estados Unidos (leia aqui, em inglês).

Bem, mas a novidade é que em 2010 a Fundação vai ampliar seu raio de busca também para o Atlântico, tanto ao Norte (Bermudas), como ao Sul — em agosto, deve partir uma expedição que cobrirá a corrente marítima na área, grosso modo, entre Rio de Janeiro e Cidade do Cabo. Para quem se interessar, o site diz que há “oportunidades” para tripulantes….mas antes talvez valha a pena dar uma olhada no blog de uma recente expedição por correntes marítimas no Oceano Índico, que percorreu o trajeto de Perth (Austrália) até Port Louis (Mauritius).
E do outro lado do mundo, um relatório “reservado” do governo alemão, publicado em fevereiro último pelo site da revista Der Spiegel (aqui a matéria completa), mostra que a situação do lixo no Mar do Norte (ali onde ficam Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Noruega e Dinamarca) é, também, de tirar o sono. Segundo o documento, 20 mil toneladas de lixo são jogadas no Mar do Norte por ano, sendo que as fontes principais desta poluição são navios e indústria da pesca.  A publicação aponta que um navio cargueiro produz em média 100 quilos de lixo por dia — e deixa a entender que o destino dos resíduos é o mar.
E aqui, de novo, o plástico é um problema grave: um levantamento citado pela Spiegel apontou que 93% dos “pássaros de mergulho” no Mar do Norte possuíam plástico em seus estômagos. Sentindo a fome “satisfeita”, as aves deixam de alimentar-se e podem adoecer.
Ao que parece peixes, aves — e segundo a lógica da cadeia alimentar, possivelmente nós mesmos — estão fazendo a “reciclagem” (entre haspas, evidentemente) do plástico.

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Fim da Era do Petróleo? Depois de 2030, quem sabe…

Estamos vivenciando o fim da Era do Petróleo? A profecia, por ora, parece estar mais amparada em desejos do que nos fatos.

Um relatório da International Energy Agency, citado pelo site da revista britânica The Economist, projeta que a demanda mundial por petróleo subirá de 84,7 milhões de barris/dia (em 2008) para 105 milhões de barris/dia (2030).

Segundo o estudo, Estados Unidos, Japão e Europa usarão menos petróleo em 2030 do que o fizeram em 1980; a demanda na Ásia, particularmente Índia e China, porém, subirá 400% nas próximas duas décadas. A maior parte desta produção será destinada a transporte, reflexo do “aumento no número de carros no mundo em desenvolvimento”.

Por esta previsão a demanda por petróleo também aumentará na América Latina, a um ritmo semelhante ao da África. Somando-se o que latinoamericanos e africanos beberão de petróleo em 2030 não dá, ainda assim, um Estados Unidos, conforme a tabela abaixo.

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E o texto abaixo, extraído de um artigo do professor da USP e ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer, na revista Retrato do Brasil de novembro, ajuda a jogar luz sobre os números acima. Vejamos:

“Está em curso um processo de transição energética, provocado pela discussão das mudanças climáticas e também pela perspectiva de exaustão das reservas de petróleo. Apesar disso, a persistência do modelo de desenvolvimento urbano-industrial surgido das revoluções industriais conduz à conclusão de que o papel do petróleo é ainda extraordinário como fonte de rendas”.

E prossegue o professor:

“Para que outras formas de energia desempenhem esse mesmo papel (do petróleo), é preciso melhorar as condições técnicas de sua apropriação, requerendo menos capital e trabalho. Os economistas ecológicos falam da necessidade da mudança desse paradigma. Isso é necessário e é possível. Mas levará tempo. Não há, no entanto, por ora, nenhuma força política capaz de acelerar essa passagem”.

Concluindo que:

“É preciso aceitar que o petróleo manterá seu elevado valor por um longo tempo, três ou quatro décadas, no mínimo. Os excedentes gerados com o uso do petróleo podem financiar a transição energética. Quem controlar a apropriação de qualquer parte importante do uso desse recurso natural controlará parte do poder. Onde está esse petróleo remanescente? Em três fronteiras: na Ásia Central, na África (em países como Nigéria e Sudão) e na camada pré-sal brasileira”.

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22 de setembro, o dia sem carro

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Vem aí o dia mundial sem carro (22 de setembro).

Para saber mais sobre a iniciativa (que, ao que parece, surgiu na França em 1997), recomendo o site do Movimento Nossa São Paulo. O site traz dicas úteis e informações sobre o que acontece no dia 22, principalmente na capital paulista.

Para quem quer espalhar a ideia, aqui vão dicas de links, imagens, banners e blogs sobre o assunto.

E recentemente, um levantamento da International Road Federation (IRF) mostrou que o país mais motorizado do mundo é Luxemburgo: 647 carros para cada 1 mil habitantes.

Já no Brasil há 30 milhões de automóveis, o que dá uma média de 160 por mil habitantes, segundo números do Denatran de 2007.

Um terço desta frota (11 milhões de veículos) está no estado de São Paulo, onde são 275 carros para cada mil habitantes.

Não consegui números para a capital, mas não será um espanto se estes estiverem em patamares luxemburguianos…

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ONU lança campanha para plantio de árvores

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Imagem: SoulSoundDuo

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou, recentemente, uma campanha para o plantio de 7 bilhões de árvores até o final deste ano. Segundo o Centro de Informações da ONU, a idéia é “estimular os líderes mundiais, que se reúnem em dezembro na cidade de Copenhague, a chegar a um novo acordo para combater a mudança climática”.

Para acessar o site da campanha, clique aqui. Os organizadores estimulam as pessoas a deixarem seus nomes no site e a quantidade de árvores plantadas. No Brasil – onde segundo o site a iniciativa já plantou 25 milhões de árvores (será?) – dezenas de organizações participam, de grupos de escoteiros, passando pela Globonews, até funcionários da Bayer (veja no site a seleção por países).

É curioso ver a ONU enveredar por trilhas que a assemelham, de certo modo, a uma grande ONG. Pode-se ler isto como algo positivo – de aproximação com a sociedade civil organizada etc – mas também como sinal de sua irrelevância nos tempos atuais (tendo papel quase nulo nos grandes embates mundiais – guerra do Iraque, Afeganistão, e por aí vai). Dito de outro modo: diante de seu vazio, aproxima-se da “sociedade civil organizada” em busca de sentidos para sua existência.

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