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Jornalismo investigativo nos EUA em dificuldades

Dos 100 maiores jornais americanos, 37% não mantêm repórteres dedicados exclusivamente ao jornalismo investigativo. Apenas 10% das redações tinham profissionais com este perfil, de acordo com uma pesquisa realizada em 2005 pela Arizona State University, citada pelo ótimo site ProPublica.

Situações como esta contribuem para que tenhamos muita opinião sobre tudo na imprensa e na Internet, mas pouca gente dedicada a reconstituir os fatos.

O ProPublica é um site de jornalismo investigativo americano que vale uma visita. Recentemente um de seus fotógrafos foi detido pela polícia no Texas porque fez uma imagem de uma refinaria da BP. De acordo com um agente do FBI que interrogou o jornalista, refinarias são potenciais alvos terroristas, daí a interdição de se fazer fotos. Uhmmm….veja aqui a história completa, em inglês.

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Os ingleses e as câmeras de vigilância

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Acima, a visão do artista inglês Banksy a respeito do futuro… o site dele está aqui. (boas imagens, grafites etc – vale uma visita).

Em tempo: a Inglaterra é, provavelmente, um dos países mais vigiados do mundo. São 3 milhões de câmeras de vigilância, ou CCTVs, espalhadas por supermercados, lojas, ruas e no futuro, quem sabe, nos pastos também…

São, em tese, equipamentos de segurança.

Mas uma lei permite que qualquer cidadão requisite aos proprietários dessas câmeras suas imagens.

Abaixo, um filme futurista produzido pela artista Manu Luksch a partir de imagens dela própria capturadas por diversas CCTVs em Londres…

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Brasil é um dos países com mais presos no mundo

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Imagem: pôster boy

Em números absolutos, o Brasil é um dos países com mais presos no mundo (atrás apenas de Estados Unidos, Rússia e China). Por aqui são 440 mil pessoas presas, ou 277 para cada 100 mil habitantes.

Os Estados Unidos são, de longe, os que mais encarceram: lá há 756 presos para cada 100 mil habitantes.

 O estudo completo, realizado pelo International Centre for Prison Studies, você pode acessar aqui (PDF, em inglês). Os dados dizem respeito a 2008.

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Na China, internauta é “netizen”

Buscando outro dia notícias sobre a China no site do Diário do Povo (órgão oficial do governo chinês), descobri uma coisa interessante. Os chineses referem-se aos internautas como “netizens”.

Nunca tinha lido ou ouvido esta expressão. Aparentemente trata-se de um neologismo formado a partir das palavras net (rede) e citizen (cidadão).

Em um dicionário online encontrei a seguinte definição para “netizen”:

cidadão da Internet (aquele que vê na Internet uma comunidade social e cultural); indivíduo que se utiliza da Internet para expressar suas idéias em discussões e votações.

Curioso que justamente na China – país visto pelo senso-comum ocidental (americano) como lugar onde não há “liberdade de expressão” – este termo (tão, digamos assim, politizado) seja utilizado.

Para ficar atento, afinal, 1 em cada 6 usuários de Internet no mundo é chinês (lá são 180 milhões online, superando os EUA em números absolutos).

E uma pesquisa recente divulgada pela Xinhua (agência de notícias chinesa) listou as principais preocupações dos “netizens” chineses, sendo que corrupção é o que lidera.

A pesquisa detectou também que os “netizens” chineses acham que a Internet deveria controlar o governo – e não o contrário. Para um país onde não há “liberdade de expressão”, até que é uma proposição bastante avançada…

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