Arquivo da categoria: Economia

No mundo, brasileiro é dos mais otimistas com sua economia

Imagem: Ricardo Carioba
Terminada a Copa e iniciada a corrida eleitoral, a oposição vai enfrentar um “problema” e tanto: o otimismo do brasileiro. Uma pesquisa recém-concluída pela americana Pew Research em 22 países, mostra que o Brasil é um dos poucos onde a maioria da população acredita que a economia vá bem. Por aqui, 62% acham que estamos em um bom momento econômico. Mais otimismo, só na China, onde 91% têm essa opinião. Os países onde as populações estão mais pessimistas com suas possibilidades econômicas são Japão, França e Espanha.

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Quem são os maiores fabricantes de armas do mundo?

O site da revista britânica The Economist publicou recentemente uma lista com os principais fabricantes de armas do mundo (veja abaixo). Em primeiro lugar aparece a BAE Systems, da Inglaterra, com ganhos superiores a US$ 30 bilhões no ano de 2008 (o que no Brasil manteria o programa Bolsa Família por 4 anos).
A maior parte das companhias, porém, é americana. Escreve a revista: “O enorme orçamento de defesa dos EUA – que deve atingir US$ 700 bilhões em 2010 – garante oportunidades de negócios para as empresas locais (americanas) da indústria de defesa”.
No total, os 100 maiores fabricantes de armas venderam o equivalente a US$ 385 bilhões em 2008 – um acréscimo de US$ 39 bilhões em relação a 2007. A fonte dos dados (com freqüência utilizada pela The Economist) é o Stockholm International Peace Research Institute. Veja aqui mais detalhes.

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Cidadãos tornam-se acionistas de empresas para fazerem denúncias

Pescador se prepara para depoimento em reunião de empresa alemã

Lendo o ótimo site Fazendo Media fiquei sabendo de uma estratégia curiosa adotada por cidadãos para fazerem denúncias contra grandes grupos econômicos que afrontam seus interesses (tarefa, diga-se, das mais inglórias). Funciona assim: eles compram ações das empresas e tornam-se “acionistas críticos” (ao que parece a prática é comum na Alemanha). Por portarem ações, eles ganham assento nos encontros anuais de acionistas, com direito à voz – e soltam os lagartos.

Foi o que fez um pescador do Rio de Janeiro que, apoiado por organizações da sociedade civil, participou, no ultimo dia 21 de janeiro, de um encontro de 2 mil acionistas da Thyssenkrup na Alemanha. A empresa lidera a instalação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), na Zona Oeste do Rio, em parceria com a Vale do Rio Doce.

Diz o texto, assinado por Gilka Resende: “Com essa abertura, chegaram a todos os acionistas presentes, bem como à direção e ao conselho da ThyssenKrupp, denúncias sobre crimes ambientais e sobre o desrespeito aos direitos humanos e trabalhistas cometidos pela empresa Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) no Brasil”.

Aqui você lê a matéria na íntegra.

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Uma nota sobre preços & lucros

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 Imagem:  Poster Boy Subway Art

Folheando o livro “Marketing para o Século XXI”, do consultor e professor americano Philip Kotler, me deparei com uma tabela curiosa. O autor (provavelmente citando dados de terceiros) apresenta estimativas de quanto sobe o lucro das empresas quando estas aumentam seus preços. Reproduzo abaixo.

Quando um produto sobe de preço 1%, quanto aumenta o lucro da empresa que o comercializa?

Para a Coca-Cola o lucro sobe 6,4%

Fuji Photo – 16,7%

 Nestlé – 17,5%

Ford – 26%

Philips – 28,7%

 (página 130; o livro é de 1999).

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Paulistano trabalha 40 minutos para comprar Big Mac

Deu no site da revista The Economist: em São Paulo precisa-se trabalhar, em média, 40 minutos para se comprar um Big Mac (um pouco acima da média tomada em 73 cidades do mundo). Em Tóquio, labuta-se 12 minutos…e na Cidade do México, mais de 2 horas.

Números, números, números….

Mac

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Uma tonelada de minério de ferro ou um par de tênis?

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A revista Desafios do Desenvolvimento, do Ipea, de julho, traz uma informação curiosa.

A publicação diz que uma tonelada de minério de ferro é vendida no mercado internacional por US$ 60, “valor insuficiente para importar um par de tênis de marca”.

O paralelo é revelador, haja visto que 43% das exportações brasileiras em 2008 foram exatamente de “commodities” (como minério de ferro e soja). Segundo a revista, dos produtos exportados pelo Brasil, apenas 6,8% são de “alta tecnologia”.

O Ipea lembra ainda que desde abril de 2009 a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil. Só que: “Hoje, as matérias-primas – soja e minério de ferro – concentram mais de três quartos das vendas brasileiras (para a China), enquanto as importações (daquele país) são basicamente de produtos manufaturados com maior valor agregado”.

O Ipea advoga que o caminho é investir em pesquisa & desenvolvimento para diversificar esta pauta de exportações. Segundo a revista, “metade de tudo o que as empresas da Europa e Estados Unidos investem em pesquisa e desenvolvimento é financiada pelos respectivos governos. No Brasil, o governo entra com apenas 5%”.

Taí uma boa pauta para 2010…quem terá, de fato, esta visão de país?

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The Economist pergunta: ricos devem pagar mais impostos?

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Imagem: The Croopier 

O site da revista The Economist está com uma enquete interessante. A pergunta é: os ricos deveriam pagar mais impostos para reduzir as desigualdades sociais? A votação online – que por ora segue empatada – vai até o dia 17 de abril (para votar é necessário fazer cadastro).

Vale a pena dar uma olhada nos vários artigos de opinião à disposição na página (contra e a favor, em inglês) – iluminam um debate atual.

Em sua versão impressa, a revista lembrou, recentemente, que aumentou a diferença de renda nos EUA nos últimos 30 anos: em 1979, 0,1% dos americanos mais ricos tinham renda 20 vezes superior à dos 90% mais pobres; em 2006, essa diferença pulara para 77 vezes (fruto, diz a revista, entre outros, da “financeirização” da riqueza – ou, nas minhas palavras, do milagre da reprodução de derivativos). Este fator – bem como a recente crise, cuja conta produzida por financistas (ricos) é paga pelos contribuintes – alimentaram, sugere a revista, o ressentimento contra os “ricos” de modo geral.

Enfim, um bom debate.

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Empresas “ícone” nos EUA valem (bem) menos

Uma tabela publicada recentemente pelo Washington Post dá uma idéia de quanto caíram os valores de empresas “ícone” nos Estados Unidos. A GM vale hoje no mercado 92% menos do que em 2007; GE, 81% menos; Citigroup, 96% menos; J.P. Morgan Chase, 57% menos.

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Crise: quem são os bois?

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Imagem: NiGeLaToR

O jornal britânico The Guardian publica esta semana uma série de matérias sobre a crise financeira. Na edição de segunda-feira, o título da reportagem foi: “25 pessoas no coração do desastre”. A matéria dá, enfim, nome aos bois. Encabeça a lista Alan Greenspan (presidente do Federal Reserve, o banco central americano, entre 1987 e 2006), mas estão citados os ex-presidentes americanos Bill Clinton e George W Bush, executivos do Goldman Sachs (banco de investimentos), Standard & Poors (agência de classificação de risco), AIG (seguros), entre outros.

A edição traz fotos de cada um deles e pequenos textos explicativos.

Vale pelo didatismo.

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Na The Economist, Lula infla a classe média

O presidente Lula assina um artigo na edição anual da The Economist “O Mundo em 2009”, com previsões para o próximo ano. Em meio a loas a seu governo (o que é natural, o artigo é dele), o presidente cita um dado, no mínimo, controverso: a de que a maioria da população brasileira (52%) pertence à classe média.

Embora o termo “classe média” seja subjetivo, a impressão que dá é que Lula inflou os números.

Segundo o “Atlas da nova estratificação social no Brasil” (ed Cortez), lançado em 2006, define-se como classe média a população que tem renda familiar mensal entre R$ 1.556,00 e R$ 17.351,00. Estão nesta faixa, segundo o estudo, 57,8 milhões de brasileiros, ou 31,% da população (33 milhões  menos do que afirma o presidente).

O Atlas foi organizado, entre outros, pelo economista Márcio Pochmann, que hoje preside o IPEA (do governo).

Os números de Lula na Economist talvez não coincidam com as estatísticas reais, mas como em política a versão pode valer mais do que o fato, é possível que “nos transformamos em um país de classe média” vire o mais novo mote presidencial.

Para o público da revista – corporativo e internacional – o dado soa bem, já que classe média é sinônimo de mercado e estabilidade política.

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