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No mundo, brasileiro é dos mais otimistas com sua economia

Imagem: Ricardo Carioba
Terminada a Copa e iniciada a corrida eleitoral, a oposição vai enfrentar um “problema” e tanto: o otimismo do brasileiro. Uma pesquisa recém-concluída pela americana Pew Research em 22 países, mostra que o Brasil é um dos poucos onde a maioria da população acredita que a economia vá bem. Por aqui, 62% acham que estamos em um bom momento econômico. Mais otimismo, só na China, onde 91% têm essa opinião. Os países onde as populações estão mais pessimistas com suas possibilidades econômicas são Japão, França e Espanha.

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Fim da Era do Petróleo? Depois de 2030, quem sabe…

Estamos vivenciando o fim da Era do Petróleo? A profecia, por ora, parece estar mais amparada em desejos do que nos fatos.

Um relatório da International Energy Agency, citado pelo site da revista britânica The Economist, projeta que a demanda mundial por petróleo subirá de 84,7 milhões de barris/dia (em 2008) para 105 milhões de barris/dia (2030).

Segundo o estudo, Estados Unidos, Japão e Europa usarão menos petróleo em 2030 do que o fizeram em 1980; a demanda na Ásia, particularmente Índia e China, porém, subirá 400% nas próximas duas décadas. A maior parte desta produção será destinada a transporte, reflexo do “aumento no número de carros no mundo em desenvolvimento”.

Por esta previsão a demanda por petróleo também aumentará na América Latina, a um ritmo semelhante ao da África. Somando-se o que latinoamericanos e africanos beberão de petróleo em 2030 não dá, ainda assim, um Estados Unidos, conforme a tabela abaixo.

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E o texto abaixo, extraído de um artigo do professor da USP e ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer, na revista Retrato do Brasil de novembro, ajuda a jogar luz sobre os números acima. Vejamos:

“Está em curso um processo de transição energética, provocado pela discussão das mudanças climáticas e também pela perspectiva de exaustão das reservas de petróleo. Apesar disso, a persistência do modelo de desenvolvimento urbano-industrial surgido das revoluções industriais conduz à conclusão de que o papel do petróleo é ainda extraordinário como fonte de rendas”.

E prossegue o professor:

“Para que outras formas de energia desempenhem esse mesmo papel (do petróleo), é preciso melhorar as condições técnicas de sua apropriação, requerendo menos capital e trabalho. Os economistas ecológicos falam da necessidade da mudança desse paradigma. Isso é necessário e é possível. Mas levará tempo. Não há, no entanto, por ora, nenhuma força política capaz de acelerar essa passagem”.

Concluindo que:

“É preciso aceitar que o petróleo manterá seu elevado valor por um longo tempo, três ou quatro décadas, no mínimo. Os excedentes gerados com o uso do petróleo podem financiar a transição energética. Quem controlar a apropriação de qualquer parte importante do uso desse recurso natural controlará parte do poder. Onde está esse petróleo remanescente? Em três fronteiras: na Ásia Central, na África (em países como Nigéria e Sudão) e na camada pré-sal brasileira”.

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The Economist pergunta: ricos devem pagar mais impostos?

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Imagem: The Croopier 

O site da revista The Economist está com uma enquete interessante. A pergunta é: os ricos deveriam pagar mais impostos para reduzir as desigualdades sociais? A votação online – que por ora segue empatada – vai até o dia 17 de abril (para votar é necessário fazer cadastro).

Vale a pena dar uma olhada nos vários artigos de opinião à disposição na página (contra e a favor, em inglês) – iluminam um debate atual.

Em sua versão impressa, a revista lembrou, recentemente, que aumentou a diferença de renda nos EUA nos últimos 30 anos: em 1979, 0,1% dos americanos mais ricos tinham renda 20 vezes superior à dos 90% mais pobres; em 2006, essa diferença pulara para 77 vezes (fruto, diz a revista, entre outros, da “financeirização” da riqueza – ou, nas minhas palavras, do milagre da reprodução de derivativos). Este fator – bem como a recente crise, cuja conta produzida por financistas (ricos) é paga pelos contribuintes – alimentaram, sugere a revista, o ressentimento contra os “ricos” de modo geral.

Enfim, um bom debate.

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