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No mundo, brasileiro é dos mais otimistas com sua economia

Imagem: Ricardo Carioba
Terminada a Copa e iniciada a corrida eleitoral, a oposição vai enfrentar um “problema” e tanto: o otimismo do brasileiro. Uma pesquisa recém-concluída pela americana Pew Research em 22 países, mostra que o Brasil é um dos poucos onde a maioria da população acredita que a economia vá bem. Por aqui, 62% acham que estamos em um bom momento econômico. Mais otimismo, só na China, onde 91% têm essa opinião. Os países onde as populações estão mais pessimistas com suas possibilidades econômicas são Japão, França e Espanha.

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Os políticos e os “espinhos” do poder

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Imagem: Sebastian Fritzon 

Quando ouvir um político reclamar do poder (que está “amargurado”, “desiludido”, que fará o “sacrifício” de se candidatar), desconfie. O mais provável é que seja lorota.

Lembrei disso ao reler uma entrevista dada por Ulysses Guimarães ao jornalista Fernando Morais, em março de 1979.

Citando o então governador da Paraíba, Ernani Sátiro, Ulysses diz a Morais, respondendo se teria interesse em disputar, um dia, a Presidência da República: “ele (Sátiro) sempre dizia: Olha, Ulysses, vivem dizendo que a cadeira do poder é uma cadeira de espinhos. Só se os espinhos estão virados para baixo, porque é uma cadeira gostosa que é danada”.

(trecho tirado do livro “Primeira Página: as melhores entrevistas feitas por Fernando Morais”, editora Alfa-Omega, página 63).

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Política, internet e eleições

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Imagem: brubeck

A maneira como a Internet interfere na política – e nas campanhas eleitorais – pode gerar estudos interessantes.

Uma pesquisa sobre o comportamento do eleitorado americano em 2008, na disputa presidencial que elegeu Obama, feita pela Pew Internet & American Life Project, por exemplo,  mostra que 74% dos usuários da rede nos EUA (ou 55% da população adulta total) utilizaram a Internet para coletar informações sobre as eleições.

Cerca de metade (45%) acessou vídeos de campanha via a web e um terço repassou mensagens com conteúdo político.

Foram entrevistadas 2.542 pessoas entre novembro e dezembro de 2008 – veja o resumo aqui (em inglês).

No Brasil, um livro da Fundação Perseu Abramo – A Mídia nas Eleições de 2006 (Organizado por Venício A. de Lima) – sugere que por aqui a influência da Internet também se faz sentir: ela possibilita o surgimento de novos “formadores de opinião” (ONGs, pensadores, associações, grupos etc), que podem servir como contraponto crítico às mensagens de políticos, grande mídia etc.

A idéia é instigante, embora seja, por enquanto, apenas uma boa hipótese.

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Cidade na Bahia é recordista em número de mulheres vereadoras

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Os dados do TSE informam que em apenas 17 cidades brasileiras há maioria de mulheres nas Câmaras Municipais (e o número caiu: em 2004 este número era de 23).

Poderia render uma boa reportagem visitar a cidade de Dias D’ Ávila, na Bahia, a 53 km de Salvador. Lá, são 7 vereadoras para 3 vereadores. É a recordista brasileira no ramo.

Não faz muito tempo assisti a um documentário sobre um país nórdico (não me lembro qual), mostrando a chegada das mulheres ao parlamento – elas foram chegando, ao longo dos anos, até formarem maioria, ou quase.

Uma das deputadas dava um depoimento mais ou menos assim: “Os homens falavam demais, faziam discursos longos demais, sem grande objetividade. Fomos melhorando isto, hoje as coisas se resolvem com mais rapidez”.

Seria uma boa se em vez de cinco dúzias de mulheres no Congresso Nacional, tivéssemos 250…

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Pesquisa mostra como imprensa cobriu eleições 2008

Como o jornal que você lê cobriu as eleições em 2008? Como os principais candidatos foram citados no notíciário, de forma negativa ou positiva?

O DOXA — Laboratório de Pesquisas em Comunicação Política e Opinião Pública, do IUPERJ (RJ) — fez este levantamento. Vale conferir.

 

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Eleições nos EUA e novas mídias

 

 O New York Times trouxe esta semana um artigo interessante sobre as mudanças na forma de fazer campanha nos EUA. O artigo dá destaque para a maneira como as novas tecnologias influenciaram na busca pelo voto. São lembrados o youtube, o uso da internet para arrecadação de fundos e mensagens enviadas por celular. Vale a pena dar uma olhada.

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Foto: Ed Reinke/Associated Press — Eleitores fazem fila para votar nos EUA.

 

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Kassab x Marta, na Internet

 

 

 

 

(Imagens obtidas nos sites das campanhas).

 

Os sites dos candidatos finalistas em São Paulo são, em essência, bastante parecidos. Tanto no aspecto visual (ambos “certinhos”, como convém a quem disputa o eleitor médio), como no que oferecem (mapa da cidade, material de campanha, blogs etc). Veja aqui as páginas principais de Kassab e Marta

 

Algumas pequenas diferenças, porém:

 

Marta tem um link para o youtube (o vídeo mais visto teve 8.480 exibições até o momento, o que não é muito – veja post abaixo sobre eleições no Rio), que Kassab não tem.

 

O blog do Kassab está atualizado; o de Marta estava, hoje, 4 dias defasado. Na seção “militância de atitude”, de Marta, a última mensagem é de 22 dias atrás….

 

De resto, os sites parecem ter se copiado mutuamente.

 

Em ambos, por exemplo, há “jogos”; no de Kassab um jogo de memória, e no de Marta os “games da Marta”. O de Kassab é melhorzinho (pelo menos o internauta fica com alguns slogans de campanha na cabeça, afinal o objetivo é esse); o da candidata petista é um quebra-cabeça, onde o internauta monta a figura da candidata (um pouco sem propósito….quem vai ficar montando quebra-cabeça na Internet, ainda mais com foto de político???).

 

Outra semelhança entre os sites é o mapa da cidade onde clica-se para ver, no site do democrata, suas “realizações”, e, no da petista, suas “propostas”. O mapa de Kassab é dividido por sub-prefeituras (o que favorece o detalhamento), embora nas realizações por região o que aparece é um panfleto-jornal bastante confuso. Neste sentido, o mapa de Marta é melhor.

 

Outra coisa em comum: os blogs dos candidatos (atualizados com notícias da campanha) só têm comentários de apoio, do tipo: “vamos lá!”, “é isso aí!”, “muito bem dito!”. É de se perguntar o que acrescenta esse tipo de coisa.

 

 

 

 

 

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Paes X Gabeira, na Internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Imagens (acima) oferecidas pelos sites de campanha.

 

Opções partidárias à parte, é inegável que, nas eleições do Rio, o site de Fernando Gabeira (PV) é superior (como propaganda política) ao de Eduardo Paes (PMDB).

 

O site de Paes parece um site pró-forma. Está lá, existe, mas não passa a impressão de uma ferramenta de campanha. O perfil do candidato (“conheça o Eduardo”) é breve e omite, por exemplo, suas mudanças de partidos (foi do PV, PFL, PTB, PSDB e agora PMDB); a seção “Chat” (“fale com o Eduardo”) foi atualizada pela última vez em 20 de agosto; o Fórum teve apenas 90 mensagens; há uma foto do candidato com Lula e Sérgio Cabral em destaque, mas quando clica-se nela aparece um vídeo de eleitores declarando voto (então para quê colocar a foto como link para algo??).

 

O eleitor de Paes pode pedir via site cartazes e adesivos; há também “banners” para a Internet e “ringtones” (“downloads”).

 

Já a página de Gabeira explora as possibilidades da rede com mais amplitude: mapas do google (o eleitor coloca a sua reclamação, após cadastro, nos locais da cidade – o resultado é um pouco confuso, um pouco pirotécnico, mas a iniciativa é interessante); link para youtube (o vídeo mais acessado foi um dos últimos do primeiro turno, com Caetano Veloso: 32.544 acessos até hoje); blog com atualizações diárias (dando links para blogs de apoiadores, inclusive “famosos”). O programa de governo, porém, com 6 páginas, faz muitas promessas (mais saúde, educação etc) mas não apresenta números – escrito em texto corrido, sem tópicos, se assemelha a uma grande carta de intenções.

 

Por meio do site do Gabeira conhecemos os financiadores (pelo menos os declarados, ver: “Doações e prestações de contas”) da campanha, gente como Walter Moreira Salles (R$ 180 mil – mais do que o próprio Unibanco, R$ 150 mil), Eike Batista (R$ 100 mil), Armínio Fraga (R$ 18 mil), entre outros (Construtora OAS, R$ 250 mil em duas parcelas, Klabin etc).

 

O site de Gabeira é ferramenta política na medida em que consegue sintetizar a imagem que o candidato quer passar, como o de ser “transparente”, não ser um “político tradicional”; o de Paes acrescenta pouco ao que já vemos na TV e lemos nos jornais…

 

 

 

 

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Mais prefeitas, menos vereadoras

Embora o número de mulheres eleitas prefeitas tenha crescido nestas eleições (9,16% dos novos prefeitos são mulheres, contra 7,32% em 2004, de acordo com o TSE), a participação feminina nas Câmaras Municipais não evoluiu.

Dos novos vereadores, 12,51% são mulheres, contra 12,64% em 2004 (ano da eleição anterior).

A continuar neste ritmo, o Brasil vai continuar a ser um dos países com menos mulheres em seus parlamentos no mundo. Um ranking que está no site “Mais Mulheres no Poder no Brasil” mostra que, em termos de presença feminina nas “Câmaras Baixas” (no nosso caso, Câmara Federal), ocupamos, entre 188 países, uma melancólica 142 posição. Com 9% de deputadas federais, estamos atrás de países como Ruanda (48,8%), Suécia (47%), Argentina (40%), Costa Rica (36,8%), entre tantos outros.

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De olho nos candidatos

Para quem acha que a internet pode ser um meio importante de interferência na vida pública, dois sites que valem uma visita são os do Movimento Nossa São Paulo e o do Rio Como Vamos.

No caso de São Paulo, é possível deixar, após cadastro, sugestões para a melhoria da cidade; já são 1.500 propostas, escritas de modo claro para rápido entendimento.

No site carioca há diversos dados sobre a cidade obtidos a partir de pesquisas. Os números mostram várias distorções interessante sobre o Rio, com diferenças grandes entre os bairros em educação, renda, saúde, etc.

Os dois movimentos — formados por diversas organizações da sociedade civil — entregaram propostas e se reuniram com os candidatos a prefeito ao longo dos últimos dois meses.

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