Arquivo da tag: nordeste

As mulheres do cangaço

Recentemente li o livro Lampião – a trajetória de um rei sem castelo, de Paulo Moura. Muito interessante e cheio de detalhes sobre a vida do cangaço. Não sabia, mas até existe um termo que designa os estudiosos do tema: cangaceirólogo.
E numa parte da obra, o autor fala da presença das mulheres junto ao bando de Lampião, a começar, é claro, por Maria Bonita (na foto acima). Isto se deu a partir de 1930, na fase final do cangaço.
E abaixo transcrevo uma lista de mulheres e seus respectivos pares; achei tão sonoro que poderia até dar letra de música. Confira.
Dada (de Corisco), Neném (de Luiz Pedro), Durvalina (de Moreno), Sila (de Zé Sereno), Lídia (de Zé Baiano), Inacinha (de Gato), Adília (de Canário), Cristina (de Português), Maria Jovina (de Pancada), Dulce (de Criança), Moça (de Cirilo Engrácia), Otília (de Mariano), Maroca (de Mané Moreno), Mariquinha (de Labareda), Maria Ema (de Velocidade), Enedina (de Cajazeira), Rosalina (de Chumbinho), Estrelinha (de Cobra Viva), Hortênsia (de Volta Seca), Lacinha (de Gato Preto), Iracema (de Lua Branca), Eleonora (de Azulão), Lili (de Moita Braba), Catarina (de Sabonete), Mocinha (de Medalha), Maninha (de Gavião), Maria Juriti (de Juriti), Dora (de Arvoredo), Marina (de Laranjeira), Dinha (de Delicado).
Segundo o livro, de todas, a que mais passou tempo no cangaço foi Maria Bonita, que morreu ao lado de Lampião em 1938.
Eu não sabia, mas as cabeças cortadas de vários cangaceiros ficaram preservadas durante muitos anos em museus. As de Lampião e Maria Bonita foram enterradas, a pedido das famílias, apenas no ano de 1969, no cemitério Quinta do Lázaro, na Bahia.
Anúncios

10 Comentários

Arquivado em História

A Internet e as mulheres no Brasil

Pesquisando recentemente sobre o uso da Internet no Brasil me deparei com os números oficiais da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, de 2008. Para quem precisa de dados confiáveis, aqui segue o link.
É interessante notar que nas regiões Norte e Nordeste do país, as mulheres acessam a Internet tanto quanto os homens. No Norte, 27,6% das mulheres acessaram a rede nos 3 meses anteriores à pesquisa; entre eles, o índice é de 27,4%. Já no Nordeste, 25% das mulheres acessaram a rede, contra 25,2% dos homens.
Já no Sudeste, 42,1% dos homens acessam a rede, contra 38,6% das mulheres; e no Sul, 39,9% dos homens acessam, contra 37,6% das mulheres.
Ou seja: embora o acesso no Norte/Nordeste seja mais baixo, a Internet é relativamente mais importante para as mulheres (estão em pé de igualdade, digamos assim) naquela região.
E as mulheres são mais sérias também. Se ambos os sexos acessam a Internet principalmente para se “comunicar com outras pessoas”, entre os homens a segunda opção é por “lazer”. Já entre as mulheres, o segundo motivo do acesso é por “educação e aprendizado”.
Enfim, números.

2 Comentários

Arquivado em Internet, Mídia, Mulheres, Uncategorized