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No mundo, brasileiro é dos mais otimistas com sua economia

Imagem: Ricardo Carioba
Terminada a Copa e iniciada a corrida eleitoral, a oposição vai enfrentar um “problema” e tanto: o otimismo do brasileiro. Uma pesquisa recém-concluída pela americana Pew Research em 22 países, mostra que o Brasil é um dos poucos onde a maioria da população acredita que a economia vá bem. Por aqui, 62% acham que estamos em um bom momento econômico. Mais otimismo, só na China, onde 91% têm essa opinião. Os países onde as populações estão mais pessimistas com suas possibilidades econômicas são Japão, França e Espanha.
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Mortalidade infantil cai em todo o Mundo

O site da revista britânica The Economist trouxe recentemente uma boa notícia: a mortalidade infantil vem caindo em todas as regiões do mundo. E o Brasil é um dos 31 países que deverão, neste quesito, atingir as Metas do Milênio, que estabeleceu uma queda de 66% na mortalidade infantil entre 1990 e 2015.
Os dados são do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington. Os pesquisadores levantaram os números da mortalidade infantil (crianças até 5 anos) em 187 países.
No Brasil, a mortalidade infantil caiu a taxas de 4,8% ao ano nas últimas décadas. Em 1990, a mortalidade era de 52,04 por mil crianças; em 2010, passou para 19,88.
Apesar da queda, ainda morre-se mais aqui do que em países como o México (16,5 por mil), China (15,4), França (3,86) e Espanha (3,76). No mundo como um todo, segundo a pesquisa, a mortalidade infantil caiu 35% entre 1990 e 2010. As únicas nações que apresentaram elevação dos índices foram a Suazilândia, Lesoto, Guiné Equatorial e Antígua e Barbuda.
Veja aqui o estudo completo e abaixo a tabela publicada pela The Economist com os percentuais de declínio da mortalidade infantil (ao ano) nos diversos continentes.

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Lixo no mar entre Brasil e África será mapeado

(Acima, espécie de rede, que acoplada ao barco, coleta amostras de plástico)

Parte do Rio de Janeiro, em agosto próximo, a primeira expedição que mapeará a situação do lixo plástico no Oceano Atlântico Sul entre o Brasil e a África. O projeto está sendo levado adiante pela Fundação Algalita, instituição baseada na Califórnia (EUA) que pesquisa o problema dos restos plásticos nos mares, em especial nas correntes oceânicas. “No Oceano Pacífico Norte (onde há dez anos são feitas coletas sistemáticas na faixa entre a costa oeste americana e o Havaí) o problema do lixo plástico na água vem aumentando. Agora vamos pesquisar correntes oceânicas em outras partes do mundo”, explica, em entrevista por e-mail a este blog, o Dr. Marcus Eriksen, responsável pela área de Desenvolvimento de Projetos da Fundação.
Parte preocupante da questão, é que, ao menos no Pacífico Norte, os cientistas coletaram amostras de peixes que continham restos plásticos em seus organismos. Esta, evidentemente, não é uma informação das mais palatáveis: além de ser um detrito em si, o plástico, ao decompor-se em micro-partículas nos mares, acaba absorvendo outros poluentes. Acompanhe a conversa com o Dr Eriksen:
Entrementes: Como será a expedição pelo Atlântico Sul?
Dr. Eriksen: Ela será dividida em três fases. Em agosto deveremos sair do Rio de Janeiro rumo às ilhas Ascenção (no meio do Atlântico), retornando para a cidade do Recife. Na seqüência, partiremos novamente do Rio rumo à Cidade do Cabo (África do Sul), pela via da corrente marítima sub-tropical do Atlântico Sul. E em dezembro, retornaremos para a América do Sul, explorando o lado sul desta corrente. O principal objetivo é pesquisar a quantidade bem como o tipo de lixo plástico existente nesta parte do Oceano. Nós também coletaremos amostras de peixes para saber se há ingestão de plástico e a presença de poluentes em seus tecidos e órgãos.
Entrementes: Mas por que pesquisar as correntes marítimas e não outras zonas, como as costeiras, por exemplo?
Dr. Eriksen: As correntes marítimas, como as cinco sub-tropicais existentes no mundo, e que são as maiores, são zonas naturais de acúmulo de restos plásticos. De uma maneira ou de outra, já pesquisamos três das correntes sub-tropicais. Nos faltam agora as do Atlântico Sul e a do Pacífico Sul. No passado, os restos que encontrávamos nestas correntes eram troncos de árvores e cascas de coco. Agora não é mais assim: entre 60% e 80% do que nossos pesquisadores encontram é plástico.
Entrementes: E de onde vem o lixo plástico que flutua nos Oceanos, afinal?
Dr. Eriksen: A principal fonte de lixo plástico nos mares são os restos gerados pela indústria de pesca, como boias, linhas e redes. Mas há também os produtos plásticos descartados como lixo nos diversos países. Acredito que a solução do problema passa necessariamente pelas indústrias. Se você fabrica um produto, é preciso que ele seja totalmente, ou quase totalmente, reciclável, ou que seja feito de componentes 100% biodegradáveis. E o plástico, definitivamente não se encaixa neste perfil. A prática de se descartar o plástico deve ser abolida.
Entrementes: A Fundação Algalita pesquisa há 10 anos a situação do lixo plástico na corrente sub-tropical do Pacífico Norte. Há algum balanço desta experiência?
Dr. Eriksen: Nós podemos dizer com segurança que a presença de restos plásticos nesta parte do Oceano tem aumentado. No caso, o plástico provem de países como o Japão, China, Estados Unidos, México e Canadá. É importante pesquisar o resto plástico, já que outros poluentes são absorvidos por este no mar, como PCBs (policlorobifenilos, um poluente orgânico), DDT (pesticida), PAHs (hidrocarboneto) e outros derivados de combustíveis fósseis.
Entrementes: Em pesquisas no Pacífico, vocês coletaram amostras de peixes que continham plástico em seus organismos. Quais as conseqüências disso?
Dr. Eriksen: As nossas pesquisas mostram que os peixes têm ingerido partículas de plástico quando eles sobem à superfície para caçar alimentos. E quando o plástico boia no mar, ele absorve, naturalmente, outros tipos de poluentes. Não sabemos ainda se o peixe, ao ingerir o plástico, também acaba absorvendo estes outros poluentes – que por sua vez, pela lógica da cadeia alimentar, estariam sendo consumidos por seres humanos no final da linha. É neste ponto em que concentram-se, agora, os nossos estudos.

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Política, internet e eleições

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Imagem: brubeck

A maneira como a Internet interfere na política – e nas campanhas eleitorais – pode gerar estudos interessantes.

Uma pesquisa sobre o comportamento do eleitorado americano em 2008, na disputa presidencial que elegeu Obama, feita pela Pew Internet & American Life Project, por exemplo,  mostra que 74% dos usuários da rede nos EUA (ou 55% da população adulta total) utilizaram a Internet para coletar informações sobre as eleições.

Cerca de metade (45%) acessou vídeos de campanha via a web e um terço repassou mensagens com conteúdo político.

Foram entrevistadas 2.542 pessoas entre novembro e dezembro de 2008 – veja o resumo aqui (em inglês).

No Brasil, um livro da Fundação Perseu Abramo – A Mídia nas Eleições de 2006 (Organizado por Venício A. de Lima) – sugere que por aqui a influência da Internet também se faz sentir: ela possibilita o surgimento de novos “formadores de opinião” (ONGs, pensadores, associações, grupos etc), que podem servir como contraponto crítico às mensagens de políticos, grande mídia etc.

A idéia é instigante, embora seja, por enquanto, apenas uma boa hipótese.

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Cigarro em alta na Europa

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Imagem: garssa

Apesar de a preocupação com o meio ambiente e saúde pessoal estarem, aparentemente, em alta, uma pesquisa recém divulgada na Dinamarca mostra que na Europa o consumo de cigarros ainda atrai – e bastante – os mais jovens.

29 % dos adolescentes entre 15 e 16 anos entrevistados em 35 países europeus (com a Áustria em primeiro lugar) afirmaram que fumaram um ou mais cigarros nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Outros 39% afirmaram que tomaram pelo menos um porre nas quatro semanas que antecederam ao estudo. Na Dinamarca é onde os adolescentes mais bebem.

Pelo visto, as indústrias de tabaco e álcool têm uma vigorosa base de consumo para o futuro.

Aqui você acessa o sumário da pesquisa realizada pela European School Survey Project on Alcohol and other Drugs, em PDF (em inglês)

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Preconceito contra favelas

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No início deste ano, o Ibase, do Rio de Janeiro, realizou quatro grupos focais com moradores de dentro e fora de favelas para detectar a percepção de uns e de outros sobre o que é morar em favela (para interessados posso enviar o relatório).

Chama a atenção a prevalência de um discurso bastante preconceituoso do carioca. Foi perguntado se “favela é cidade?”. Veja duas respostas:

 “Acho que é tipo um erro da cidade. É a parte que a cidade não queria ter” (Jovem, 23 anos, estudante universitário, morador da Barra).

“É uma cidade, mas não é a nossa cidade.” (Mulher, 60 anos, Superior Completo, diretora de escola, moradora de Copacabana).

Além disso, entre moradores do “asfalto” ideias como “controle de natalidade nas favelas”, “remoção”, entre outras, ainda encontram eco.

“Deveriam proibir a moça na favela de reproduzir”, disse, no Grupo Focal, um homem de 36 anos, morador de Bonsucesso.

 Não sei se posições preconceituosas são maioria, mas revelam um sentimento difuso entre muita gente da classe média carioca, de que é possível ter na metrópole  cidadãos plenos e quase-cidadãos.

Está aí uma faceta do atraso do Rio, que aponta para o século XIX.

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