Arquivo da categoria: Meio Ambiente

Quais os maiores derramamentos de petróleo?

O site da revista The Economist trouxe recentemente uma lista com os maiores derramamentos de petróleo de todos os tempos. O desastre ocorrido na plataforma da BP no Golfo do México era, até o final de junho, o quarto, levando-se em conta as piores estimativas – ou o décimo-sexto, considerados cálculos mais otimistas (veja o gráfico abaixo). Mas a posição no “ranking” deve subir, já que autoridades americanas calculam que o petróleo continua a escapar  a uma velocidade de 60 mil barris/dia. Já são mais de dois meses de poluição non-stop (o acidente original aconteceu em 20 de abril).
E no Facebook existe uma comunidade chamada “Boycott BP”. São mais de 680 mil participantes, com muita informação, fotos e vídeos. Vale a pena conferir.
Abaixo, imagem da plataforma da BP em chamas, antes de afundar; 11 trabalhadores morreram e diversos outros ficaram feridos. A BBC produziu um material didático sobre o acidente – vale uma visita (em inglês).

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Lixo no mar entre Brasil e África será mapeado

(Acima, espécie de rede, que acoplada ao barco, coleta amostras de plástico)

Parte do Rio de Janeiro, em agosto próximo, a primeira expedição que mapeará a situação do lixo plástico no Oceano Atlântico Sul entre o Brasil e a África. O projeto está sendo levado adiante pela Fundação Algalita, instituição baseada na Califórnia (EUA) que pesquisa o problema dos restos plásticos nos mares, em especial nas correntes oceânicas. “No Oceano Pacífico Norte (onde há dez anos são feitas coletas sistemáticas na faixa entre a costa oeste americana e o Havaí) o problema do lixo plástico na água vem aumentando. Agora vamos pesquisar correntes oceânicas em outras partes do mundo”, explica, em entrevista por e-mail a este blog, o Dr. Marcus Eriksen, responsável pela área de Desenvolvimento de Projetos da Fundação.
Parte preocupante da questão, é que, ao menos no Pacífico Norte, os cientistas coletaram amostras de peixes que continham restos plásticos em seus organismos. Esta, evidentemente, não é uma informação das mais palatáveis: além de ser um detrito em si, o plástico, ao decompor-se em micro-partículas nos mares, acaba absorvendo outros poluentes. Acompanhe a conversa com o Dr Eriksen:
Entrementes: Como será a expedição pelo Atlântico Sul?
Dr. Eriksen: Ela será dividida em três fases. Em agosto deveremos sair do Rio de Janeiro rumo às ilhas Ascenção (no meio do Atlântico), retornando para a cidade do Recife. Na seqüência, partiremos novamente do Rio rumo à Cidade do Cabo (África do Sul), pela via da corrente marítima sub-tropical do Atlântico Sul. E em dezembro, retornaremos para a América do Sul, explorando o lado sul desta corrente. O principal objetivo é pesquisar a quantidade bem como o tipo de lixo plástico existente nesta parte do Oceano. Nós também coletaremos amostras de peixes para saber se há ingestão de plástico e a presença de poluentes em seus tecidos e órgãos.
Entrementes: Mas por que pesquisar as correntes marítimas e não outras zonas, como as costeiras, por exemplo?
Dr. Eriksen: As correntes marítimas, como as cinco sub-tropicais existentes no mundo, e que são as maiores, são zonas naturais de acúmulo de restos plásticos. De uma maneira ou de outra, já pesquisamos três das correntes sub-tropicais. Nos faltam agora as do Atlântico Sul e a do Pacífico Sul. No passado, os restos que encontrávamos nestas correntes eram troncos de árvores e cascas de coco. Agora não é mais assim: entre 60% e 80% do que nossos pesquisadores encontram é plástico.
Entrementes: E de onde vem o lixo plástico que flutua nos Oceanos, afinal?
Dr. Eriksen: A principal fonte de lixo plástico nos mares são os restos gerados pela indústria de pesca, como boias, linhas e redes. Mas há também os produtos plásticos descartados como lixo nos diversos países. Acredito que a solução do problema passa necessariamente pelas indústrias. Se você fabrica um produto, é preciso que ele seja totalmente, ou quase totalmente, reciclável, ou que seja feito de componentes 100% biodegradáveis. E o plástico, definitivamente não se encaixa neste perfil. A prática de se descartar o plástico deve ser abolida.
Entrementes: A Fundação Algalita pesquisa há 10 anos a situação do lixo plástico na corrente sub-tropical do Pacífico Norte. Há algum balanço desta experiência?
Dr. Eriksen: Nós podemos dizer com segurança que a presença de restos plásticos nesta parte do Oceano tem aumentado. No caso, o plástico provem de países como o Japão, China, Estados Unidos, México e Canadá. É importante pesquisar o resto plástico, já que outros poluentes são absorvidos por este no mar, como PCBs (policlorobifenilos, um poluente orgânico), DDT (pesticida), PAHs (hidrocarboneto) e outros derivados de combustíveis fósseis.
Entrementes: Em pesquisas no Pacífico, vocês coletaram amostras de peixes que continham plástico em seus organismos. Quais as conseqüências disso?
Dr. Eriksen: As nossas pesquisas mostram que os peixes têm ingerido partículas de plástico quando eles sobem à superfície para caçar alimentos. E quando o plástico boia no mar, ele absorve, naturalmente, outros tipos de poluentes. Não sabemos ainda se o peixe, ao ingerir o plástico, também acaba absorvendo estes outros poluentes – que por sua vez, pela lógica da cadeia alimentar, estariam sendo consumidos por seres humanos no final da linha. É neste ponto em que concentram-se, agora, os nossos estudos.

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Cientistas “pescam” plástico em alto-mar

Um excelente site para quem quer saber mais sobre o grave problema do lixo (em especial plástico) nos oceanos é o do Algalita Marine Research Foundation. Baseada na Califórnia, a fundação realiza há dez anos pesquisas sistemáticas sobre a quantidade de resíduos plásticos existente na chamada corrente marítima do Pacífico Norte. O levantamento abrange uma área que vai da costa dos Estados Unidos até o Havaí, o que em linha reta daria algo como umas cinco mil milhas. Os pesquisadores acoplam ao barco uma espécie de rede e coletam suas amostras (divididas em “plástico fino”, “polietileno”, entre outras — foto acima). Embora não haja dados conclusivos, a observação dos cientistas é que, a cada ronda anual, as rotas apresentam cada vez mais plástico em suas águas. Outro ponto, é que peixes passam a ingerir micro pedaços plásticos, para o que, segundo o site, “não se sabe ainda as conseqüências”.
Acima, mapeamento do plástico na costa entre os EUA e Havai. Uma matéria do jornal britânico The Independent calcula haver no Oceano Pacífico uma “sopa de lixo” cujas dimensões equivalem a duas vezes o tamanho dos Estados Unidos (leia aqui, em inglês).

Bem, mas a novidade é que em 2010 a Fundação vai ampliar seu raio de busca também para o Atlântico, tanto ao Norte (Bermudas), como ao Sul — em agosto, deve partir uma expedição que cobrirá a corrente marítima na área, grosso modo, entre Rio de Janeiro e Cidade do Cabo. Para quem se interessar, o site diz que há “oportunidades” para tripulantes….mas antes talvez valha a pena dar uma olhada no blog de uma recente expedição por correntes marítimas no Oceano Índico, que percorreu o trajeto de Perth (Austrália) até Port Louis (Mauritius).
E do outro lado do mundo, um relatório “reservado” do governo alemão, publicado em fevereiro último pelo site da revista Der Spiegel (aqui a matéria completa), mostra que a situação do lixo no Mar do Norte (ali onde ficam Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Noruega e Dinamarca) é, também, de tirar o sono. Segundo o documento, 20 mil toneladas de lixo são jogadas no Mar do Norte por ano, sendo que as fontes principais desta poluição são navios e indústria da pesca.  A publicação aponta que um navio cargueiro produz em média 100 quilos de lixo por dia — e deixa a entender que o destino dos resíduos é o mar.
E aqui, de novo, o plástico é um problema grave: um levantamento citado pela Spiegel apontou que 93% dos “pássaros de mergulho” no Mar do Norte possuíam plástico em seus estômagos. Sentindo a fome “satisfeita”, as aves deixam de alimentar-se e podem adoecer.
Ao que parece peixes, aves — e segundo a lógica da cadeia alimentar, possivelmente nós mesmos — estão fazendo a “reciclagem” (entre haspas, evidentemente) do plástico.

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SP, carros, o fim do mundo e um cartum

Passei o final de ano em Ubatuba, SP. Foi ótimo.

Mas o que quero contar é que de onde estava, na praia do Lázaro, pude observar o retorno dos paulistanos à capital. Achei impressionante: a Rio-Santos ficou congestionada durante três dias inteiros – manhã, tarde, noite. Parecia um filme B americano de fim do mundo.

Havia chovido muito e caído uma barreira no trecho até Taubaté, o que obrigou a massa motorizada a seguir pela via exclusiva da Tamoios – uma estradica precária, que deveria funcionar bem nos anos 1970 quando circulavam Fuscas e Variants e uma quantidade infinitamente menor de carros.

 A situação me fez lembrar o cartum abaixo, que peguei no blog Desculpe a Poeira:

 “Se estes idiotas tivessem pego o ônibus, a essa hora eu já estaria em casa”

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Fim da Era do Petróleo? Depois de 2030, quem sabe…

Estamos vivenciando o fim da Era do Petróleo? A profecia, por ora, parece estar mais amparada em desejos do que nos fatos.

Um relatório da International Energy Agency, citado pelo site da revista britânica The Economist, projeta que a demanda mundial por petróleo subirá de 84,7 milhões de barris/dia (em 2008) para 105 milhões de barris/dia (2030).

Segundo o estudo, Estados Unidos, Japão e Europa usarão menos petróleo em 2030 do que o fizeram em 1980; a demanda na Ásia, particularmente Índia e China, porém, subirá 400% nas próximas duas décadas. A maior parte desta produção será destinada a transporte, reflexo do “aumento no número de carros no mundo em desenvolvimento”.

Por esta previsão a demanda por petróleo também aumentará na América Latina, a um ritmo semelhante ao da África. Somando-se o que latinoamericanos e africanos beberão de petróleo em 2030 não dá, ainda assim, um Estados Unidos, conforme a tabela abaixo.

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E o texto abaixo, extraído de um artigo do professor da USP e ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer, na revista Retrato do Brasil de novembro, ajuda a jogar luz sobre os números acima. Vejamos:

“Está em curso um processo de transição energética, provocado pela discussão das mudanças climáticas e também pela perspectiva de exaustão das reservas de petróleo. Apesar disso, a persistência do modelo de desenvolvimento urbano-industrial surgido das revoluções industriais conduz à conclusão de que o papel do petróleo é ainda extraordinário como fonte de rendas”.

E prossegue o professor:

“Para que outras formas de energia desempenhem esse mesmo papel (do petróleo), é preciso melhorar as condições técnicas de sua apropriação, requerendo menos capital e trabalho. Os economistas ecológicos falam da necessidade da mudança desse paradigma. Isso é necessário e é possível. Mas levará tempo. Não há, no entanto, por ora, nenhuma força política capaz de acelerar essa passagem”.

Concluindo que:

“É preciso aceitar que o petróleo manterá seu elevado valor por um longo tempo, três ou quatro décadas, no mínimo. Os excedentes gerados com o uso do petróleo podem financiar a transição energética. Quem controlar a apropriação de qualquer parte importante do uso desse recurso natural controlará parte do poder. Onde está esse petróleo remanescente? Em três fronteiras: na Ásia Central, na África (em países como Nigéria e Sudão) e na camada pré-sal brasileira”.

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22 de setembro, o dia sem carro

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Vem aí o dia mundial sem carro (22 de setembro).

Para saber mais sobre a iniciativa (que, ao que parece, surgiu na França em 1997), recomendo o site do Movimento Nossa São Paulo. O site traz dicas úteis e informações sobre o que acontece no dia 22, principalmente na capital paulista.

Para quem quer espalhar a ideia, aqui vão dicas de links, imagens, banners e blogs sobre o assunto.

E recentemente, um levantamento da International Road Federation (IRF) mostrou que o país mais motorizado do mundo é Luxemburgo: 647 carros para cada 1 mil habitantes.

Já no Brasil há 30 milhões de automóveis, o que dá uma média de 160 por mil habitantes, segundo números do Denatran de 2007.

Um terço desta frota (11 milhões de veículos) está no estado de São Paulo, onde são 275 carros para cada mil habitantes.

Não consegui números para a capital, mas não será um espanto se estes estiverem em patamares luxemburguianos…

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Campanha contra mudanças climáticas

 

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Está no ar uma iniciativa em defesa do meio ambiente que pretende realizar o maior abaixo-assinado de todos os tempos. Trata-se da campanha Tic-Tac-Tic-Tac (referência ao ponteiro de relógio) que organizações ambientais como WWF e Greenpeace já levam adiante em vários países – e que no Brasil ganhou impulso no último dia 29 de agosto, data que marcou 100 dias para a Conferência do Clima de Copenhague.

Para resumir: a ideia é entregar assinaturas colhidas eletronicamente para os líderes mundiais que estarão na Conferência, pedindo medidas concretas contra as mudanças no clima. Por aqui, a iniciativa ganhou o nome de:  Campanha Brasileira de Ações para a Proteção do Clima.

Para quem gosta de assinar petições, é uma boa, mas é necessário cadastrar-se; veja aqui.

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ONU lança campanha para plantio de árvores

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Imagem: SoulSoundDuo

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou, recentemente, uma campanha para o plantio de 7 bilhões de árvores até o final deste ano. Segundo o Centro de Informações da ONU, a idéia é “estimular os líderes mundiais, que se reúnem em dezembro na cidade de Copenhague, a chegar a um novo acordo para combater a mudança climática”.

Para acessar o site da campanha, clique aqui. Os organizadores estimulam as pessoas a deixarem seus nomes no site e a quantidade de árvores plantadas. No Brasil – onde segundo o site a iniciativa já plantou 25 milhões de árvores (será?) – dezenas de organizações participam, de grupos de escoteiros, passando pela Globonews, até funcionários da Bayer (veja no site a seleção por países).

É curioso ver a ONU enveredar por trilhas que a assemelham, de certo modo, a uma grande ONG. Pode-se ler isto como algo positivo – de aproximação com a sociedade civil organizada etc – mas também como sinal de sua irrelevância nos tempos atuais (tendo papel quase nulo nos grandes embates mundiais – guerra do Iraque, Afeganistão, e por aí vai). Dito de outro modo: diante de seu vazio, aproxima-se da “sociedade civil organizada” em busca de sentidos para sua existência.

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Site mostra consumo de água no mundo

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Para manter meus hábitos de consumo, eu uso 3.304 metros cúbicos de água por ano; se eu fosse vegetariano este número cairia à metade. Descobri isto recentemente em uma calculadora online (em inglês) da Water Footprint Network (organização que concentra informações sobre o uso da água no mundo – vale uma visita para quem gosta do tema).

O cálculo é feito a partir do quanto de água é utilizada nas cadeias de produção. Exemplos: segundo o site, para que 1 quilo de bife chegue ao supermercado, são necessários 16 mil litros de água (resfriamento, pasto etc); já 1 quilo de arroz consome 3 mil litros.

No Brasil, por habitante, usa-se 1381 metros cúbicos de água por ano; acima da média mundial (1243), mas abaixo de países como a França (1875) e Estados Unidos (2483).

Nos países ricos é alta a proporção do uso de água de fora, ou seja, os produtos consumidos que requerem muita água são importados; consome-se lá, mas a água some alhures. As tabelas por países você pode consultar aqui.

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Onde há mais carros no planeta?

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Luxemburgo é (em termos relativos) o país mais motorizado do mundo: 647 carros para cada 1 mil habitantes; Islândia e Nova Zelândia aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Os EUA, surpreendentemente, estão em décimo-sexto.

O ranking foi elaborado pela International Road Federation e ganhou destaque no site da revista Economist.

E o Brasil?

Infelizmente não tive acesso ao dado (não disponível). Mas, a se julgar — e mal comparando já que as fontes são diferentes — pelos números do Denatran, somos pouco motorizados. Em dezembro de 2007 havia 30 milhões de automóveis no País, o que dá uma média de 160 por mil habitantes. No estado de São Paulo (11 milhões de veículos) são 275 carros para cada mil habitantes (algo entre a Coréia do Sul e a Polônia, de acordo com o gráfico acima).

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