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Comentários sobre a China

Recentemente almocei, a trabalho para a BBC, com um empresário chinês. A China é atualmente a maior parceira comercial do Brasil (vendemos minério de ferro, soja, entre outros bens, e compramos aço, manufaturados etc).
Na avaliação deste empresário, cuja família se dividiu em 1949, parte ficando na China (e prosperando após as reformas econômicas de Deng Xiaoping) e parte fugindo (como no caso dele), o Brasil receberá investimentos maciços chineses nos próximos anos. Com muitas reservas financeiras, a China agora quer realizar o capital. “O Brasil tem sérios problemas de transporte, não tem ferrovias, e gargalos nos portos. Já os chineses têm o dinheiro”, resumiu.
E ele fez uma observação interessante sobre política internacional. Os EUA têm poderio militar mas também sérios desequilíbrios econômico-financeiros. Isto significa, segundo ele, que para viabilizar suas próximas guerras, os americanos terão que negociar com os chineses os aspectos financeiros da empreitada.
É o mundo pós-pós-Guerra Fria.

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No mundo, brasileiro é dos mais otimistas com sua economia

Imagem: Ricardo Carioba
Terminada a Copa e iniciada a corrida eleitoral, a oposição vai enfrentar um “problema” e tanto: o otimismo do brasileiro. Uma pesquisa recém-concluída pela americana Pew Research em 22 países, mostra que o Brasil é um dos poucos onde a maioria da população acredita que a economia vá bem. Por aqui, 62% acham que estamos em um bom momento econômico. Mais otimismo, só na China, onde 91% têm essa opinião. Os países onde as populações estão mais pessimistas com suas possibilidades econômicas são Japão, França e Espanha.

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A Internet e as mulheres no Brasil

Pesquisando recentemente sobre o uso da Internet no Brasil me deparei com os números oficiais da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, de 2008. Para quem precisa de dados confiáveis, aqui segue o link.
É interessante notar que nas regiões Norte e Nordeste do país, as mulheres acessam a Internet tanto quanto os homens. No Norte, 27,6% das mulheres acessaram a rede nos 3 meses anteriores à pesquisa; entre eles, o índice é de 27,4%. Já no Nordeste, 25% das mulheres acessaram a rede, contra 25,2% dos homens.
Já no Sudeste, 42,1% dos homens acessam a rede, contra 38,6% das mulheres; e no Sul, 39,9% dos homens acessam, contra 37,6% das mulheres.
Ou seja: embora o acesso no Norte/Nordeste seja mais baixo, a Internet é relativamente mais importante para as mulheres (estão em pé de igualdade, digamos assim) naquela região.
E as mulheres são mais sérias também. Se ambos os sexos acessam a Internet principalmente para se “comunicar com outras pessoas”, entre os homens a segunda opção é por “lazer”. Já entre as mulheres, o segundo motivo do acesso é por “educação e aprendizado”.
Enfim, números.

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Uma visita ao cemitério dos Pretos Novos

Imagem: quadro “Filhos dos Reis brincando”, de Maria Lúcia dos Santos, em foto de Dominique Lieutet

Fiz uma visita ao Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos  (IPN), que fica no bairro da Gamboa (antiga Saúde), na região portuária do Rio de Janeiro. Passei uma ótima tarde conversando com a presidenta do Instituto, a Ana Maria de La Merced G.G.G dos Anjos, ou simplesmente, Merced. Filha de português com uma espanhola, a história do Instituto esta umbilicalmente ligada a sua trajetoria pessoal e à de seu marido, Petrucio.

Foi assim: em 1996 Merced, que mora na Rua Pedro Ernesto, recebeu um telefonema em seu trabalho, dando conta que os pedreiros que trabalhavam em uma obra em sua casa tinham, ao cavar um buraco, encontrado um punhado de ossos. Era o início de uma descoberta arqueológica, dessas passíveis de acontecer em uma cidade histórica como o Rio. Tratava-se do antigo cemitério dos pretos novos, onde foram enterrados em fossas comuns, nos séculos XVIII e início do XIX, milhares de escravos africanos, muitos dos quais recém-chegados ao Brasil, e que ficavam “armazenados” não longe dali, no mercado do Valongo. Até aquela manhã em que os pedreiros removeram a terra e se depararam com os restos mortais (e outros objetos), acreditava-se que o cemitério ficasse em outro lugar. Calcula-se que, apenas no período entre 1824 e 1830, 6.122 pessoas tenham sido sepultadas no local.

Na época da descoberta – e após Merced (na foto acima) pensar que se tratava dos restos de uma chacina (“cheguei a procurar um delegado”) – as autoridades competentes foram acionadas e arqueólogos retiraram parte do material – atualmente em poder do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB). O trabalho de escavação – que teve repercussão na imprensa no período –, porém, ficou basicamente restrito ao que os pedreiros já tinham feito: fechou-se o buraco e a obra prosseguiu. Hoje um conjunto de 4 ou 5 casas (entre elas a de Merced e a sede do IPN, que fica ao lado) repousa sobre o que muitos acreditam ser o principal depositário de restos mortais de africanos no Brasil. No presente, um estudante de arqueologia, que ficou amigo de Merced, está trabalhando para calcular as dimensões exatas do cemitério.

De lá para cá, o IPN foi criado e virou ponto de cultura do governo federal e da Secretaria de Cultura do estado do Rio de Janeiro. Passada a euforia do achado, porém, tem-se um sítio arqueológico não explorado – e as tentativas de Merced e seu marido de criarem algo a partir do fato. Mas o quê? Um museu? Por ora, eles mantêm as atividades do IPN, que abarcam, entre outras iniciativas, uma série de oficinas sobre história, voltadas para estudantes do ensino médio e professores. Mas os recursos são esparsos e a manutenção é cara – as casas são tombadas pelo patrimônio histórico, o que significa, por exemplo, que os telhados não podem ser trocados – e manter um telhado antigo e calhas não é tarefa banal.

A sede do IPN funciona em uma casa comprida com um belo teto de vigas de madeira. No salão principal há uma exposição permanente de pinturas (a Galeria de Arte Pretos Novos), alguns tapumes com fotos do sítio arqueológico, além de equipamentos de escritório. As oficinas funcionam em uma sala contígua.

Mas como manter a iniciativa é um dilema – o mesmo vivido, aliás, por diversas organizações não governamentais e iniciativas do gênero, ancoradas em excelentes intenções mas limitadas do ponto de vista de recursos. Se o Brasil fosse um país que preservasse sua memória, valorizasse isto, talvez os caminhos descortinassem com mais naturalidade, mas como não é o caso, Merced e Petrucio têm muitos sonhos mas a sensação de que o “o tempo é curto”.

O cemitério, se bem tratado, com certeza poderia fazer parte, por exemplo, de um roteiro turístico-cultural, que englobaria as diferentes facetas da vida dos africanos no Rio de Janeiro em séculos passados, ao lado do mercado do Valongo (atual Rua Camerino), o porto, entre outros pontos da região hoje chamada de Gamboa. Em um clima favorável, pró-valorização da memória, o IPN não seria um (importante) fio solto, mas elo para muitas outras coisas.

E lá estão também as pinturas de uma figura excepcional, que conheci no final da visita e com quem peguei o ônibus de volta para casa. Maria Lucia dos Santos é uma artista e tanto – uma senhora negra com cabelos suavemente acizentados e um olhar vivaz. Ela me mostra quadro por quadro, povoados por dragões do céu, dragões da terra, leõezinhos, macacos, pássaros azuis, além de outros seres que ela enxerga nas paredes e passa para as telas.

MLS, como assina a artista, mora no Morro do Pinto e conta que já foi passar dois meses em Minas Gerais pesquisando pedras. Cada pedra, ensina, tem suas qualidades. Pergunto se para esculpir, ela dá risada, e diz que é para cura – que a pedra ela arranca das grutas com as mãos, mas que o segredo ela não ensina para ninguém, pois tem gente que pode usar para o mal.

No trânsito da Av Rio Branco parado na hora do rush, ela fala sem parar, lembrando que foi para Tiradentes, em Minas Gerais, e lá pintou um quadro chamado Inocência. Por que este nome, pergunto. “É porque lá tem muita gente inocente”. E ri.

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A CIA enxerga vodus no Brasil

A CIA, a agência de inteligência americana, mantém em seu site uma seção chamada “The World Fact Book”, algo como “O Livro dos Fatos do Mundo”, em que reúne informações gerais sobre todos ou quase todos países do planeta. E eis que no item “people” da página dedicada ao Brasil, a CIA aponta que 0,3% da população cultua a religião “Bantu/voodoo” (e dá como crédito o Censo de 2000).

Bantos? Vodus? Estas palavras não aparecem no Censo oficial.

 Na verdade, o 0,3% da CIA corresponde, no Censo do IBGE, à soma de duas religiões com parentesco na África: Umbanda e Candomblé.

 Umbanda e Candomblé viraram no site americano, sabe-se lá se nesta ordem, pouco importa, “Banto” (que é não é propriamente uma religião, mas um grupo etnicolinguístico, entre os diversos que vieram da África para o Brasil) e Vodus (que encontra seu culto mais fortemente presente em países como o Haiti, e apenas perifericamente no Brasil).

Parece que botaram whisky na feijoada.

 Se o pessoal da CIA trabalha as informações com esta acuidade lá pelos lados do Oriente Médio e Ásia Central – regiões que representam de fato “ameaça” aos EUA – bem, então, o contribuinte americano deveria colocar as barbas de molho.

Agora, e mudando de assunto ligeiramente, será curioso especular sobre quais associações dispara, na mente do americano médio, a palavra “Vodus”. O trecho do filme de 007, Live and Let Die (1973), abaixo, pode, quem sabe, sugerir pistas.

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A honestidade e os “espinhos” do poder

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Um amigo que ocupa um cargo razoavelmente importante na Administração Pública me contou que está preocupado com o que lhe acontecerá quando deixar o posto. Segundo ele, é comum “gestores” serem processados a posteriori (ou seja, quando já estão fora do governo) por medidas administrativas tomadas. Para fazer a coisa andar na “máquina”, é necessário, muitas vezes, buscar alternativas para driblar as inúmeras normas burocráticas. Para quase tudo, porém, pode-se haver dupla interpretação e o Tribunal de Contas da União abre processos com freqüência, até para eximir-se de responsabilidades. Ou seja: na dúvida, processa o administrador (o indivíduo). Por ser honesto (e não pertencer a esquemas políticos que lhe dariam guarida), este amigo inquieta-se. E aqui termina a parte bonitinha da história.

O lado cinzento veio na segunda parte da conversa.

Como encarar um processo judicial é caro, vários ocupantes destes cargos (gente que não é de “carreira”, mas indicada) aproveitam, então, sua passagem no governo para…fazer uma caixinha “por fora” como garantia para o futuro. Não é incomum este dinheiro – fruto, no mais das vezes, de fraudes — ficar estacionado em escritórios de advocacia. Não ficou claro o que os advogados fazem com a grana caso ninguém vá aos tribunais, mas aí é outra história.

Comentei que precisa ter estômago para a Política, ao que ele respondeu: “é, não é para idealistas”.

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Um roteiro pelo Rio de Janeiro dos escravos

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Imagem: Unipop_es  

Li recentemente, e já “postei” a respeito, o ótimo livro “A vida dos escravos no Rio de Janeiro, 1808-1850”, da historiadora norte-americana Mary C. Karasch. Ela esmiúça a vida dos escravos no Rio na primeira metade do século XIX, apoiada em extensa documentação. Muito interessante.

A partir desta leitura, elaborei um breve roteiro turístico-histórico. O roteiro:

Passeio 1: o Valongo

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 Foto: O Valongo em pintura de Jean-Baptiste Debret

Entre 1800 e 1850 passaram pelo mercado de escravos do Valongo cerca de 1 milhão de africanos, provenientes principalmente de Angola, Congo e Moçambique. O mercado, na verdade um conjunto de casas ou “armazéns”, ficava num vale entre os morros da Conceição e o do Livramento, na região do cais (10 minutos a pé da atual Praça Mauá).

No local descrito pela historiadora há hoje, na subida para o Morro da Conceição, a ladeira do Valongo (uma travessa estreita que sai da Rua Camerino). Subindo a ladeira – e após passar por um conjunto de casebres — você tem uma vista do vale e é possível imaginar, com algum esforço, como era a área 200 anos atrás.

 No cume do Morro há uma unidade do Exército e um observatório astronômico da UFRJ. Não há referência ao antigo mercado – nenhuma placa, nada. A única lembrança histórica visível encontra-se materializada na praça abaixo, em um obelisco, onde lê-se que o “Cais do Valongo” foi reformado nos idos de 1840 para a recepção a uma Imperatriz que casar-se-ia com D. Pedro II. E é tudo.

 E do lado oposto, subindo-se a ladeira do Livramento, dominada por casarões do início do século XX, muitos dos quais transformados em cortiços, chega-se a uma torre de transmissões da Embratel. De lá é possível avistar, virando-se as costas para a região do Cais, a Central do Brasil e o Campo de Santana.

 Passeio 2: o Campo de Santana

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O Campo de Santana em 1818, na concepção de Franz Josef Frühbeck e abaixo a vista aérea nos tempos atuais.

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Em seu livro Karasch diz que o Campo de Santana (na região central, atual Praça da República) foi um ponto importante para a vida social dos escravos, que para lá iam, particularmente aos domingos, em suas horas de liberdade (outro local de reuniões era a Praça Tiradentes, não muito longe dali). Eram ocasiões festivas, com música e dança. A historiadora reproduz a descrição de um desses momentos feita por um mercador inglês chamado Robertson, que em 1808 achou que “não havia nada igual fora da África”.

 Escreveu o viajante: “Em frente avançavam os grupos das várias nações africanas, para o campo de Sant´Ana, o teatro de destino da festança e algazarra. Ali estavam os nativos de Moçambique e Quilumana, de Cabinda, Luanda, Benguela e Angola (…). A densa população do campo de Sant’Ana estava subdividida em círculos amplos, formados cada um por trezentos a quatrocentros negros, homens e mulheres. Dentro desses círculos, os dançarinos moviam-se ao som da música que também estava ali estacionada; e não sei qual a mais admirável, se a energia dos dançarinos, ou a dos músicos”. (Karasch, pág 326).

 Posteriormente, as autoridades proibiriam as grandes concentrações de escravos, consideradas “perturbações da ordem pública”, nas palavras de Karasch (embora, frise a historiadora, a proibição não tenha surtido totalmente efeito, tendo os encontros perseverado).

Fui ao Campo de Santana para tentar identificar algum rastro deste passado. Ficava por lá, também, um dos principais pelourinhos da cidade. Era ainda local para vendas públicas de escravos. Mas, mesmo com estes elementos significativos – e assim como no Valongo –, não há pistas.

Ponto de passagem, a algumas centenas de metros da Central do Brasil, de onde partem os trens para as zonas oeste e norte da cidade, chama a atenção no parque, a despeito de seus ares decadentes, suas belas árvores e cutias, que andam a solta. É certo que o local foi palco de grandes “momentos históricos”, nos dizeres da Wikipedia, como a coroação de D Pedro I e a Proclamação da República, conforme nos lembra, também, um desgastado monumento eregido no centro do Campo. Mas  creio que não faria falta ao menos uma plaquinha no local, algo como: “E aqui reuniam-se na primeira metade do século XIX os escravos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em seus momentos de liberdade, aos domingos…”, lembrando, talvez, como aponta Karasch, que quase a metade da população da cidade no período era de cativos, em grande parte africanos, que trouxeram consigo diversas culturas, ricas em línguas (ioruba, kikongo, quimbundo), hábitos, crenças (diferentes religiões), culinária (pirão, angu), musicalidade (tambores de diversos tipos, marimbas) , sabedorias etc.

Passeio 3 — Igreja Nossa Senhora do Rosário

 A Igreja Nossa Senhora do Rosário (metrô Uruguaiana) é uma das poucas construídas e fundadas na cidade por irmandades de escravos e libertos. No fundo desta igreja funciona atualmente o Museu do Negro.

 Ocupando um corredor e uma sala, o Museu é acanhado, com imagens de santos (como a de São Benedito, depositário de bilhetes pedindo graças), um busto de Zumbi dos Palmares (que recebe homenagens dos devotos), um pequeno mapa com os fluxos do tráfico negreiro da África para o Brasil a partir do século XVII, fotos de procissões da Irmandade nos anos 1950 (curiosamente a maioria dos que aparecem nelas é de brancos), uma palmatória de madeira, além de retratos de pessoas negras de destaque, como o de um Marechal do Exército (que agora me escapa o nome) e o da ex-governadora Benedita da Silva.

Já a Igreja propriamente dita é toda reformada, pois pegou fogo nos anos 1960, informa uma tabuleta de metal na entrada.

 E na sala escura e quente da nave lateral onde queimam-se as velas, há duas reproduções de pinturas com homens trabalhando o que parece ser uma moenda de cana; é difícil distinguir por conta do negrume. Dali é possível ver por uma fresta a calçada do lado de fora, onde, ao alcance dos braços, uma mulher toda de branco monta diariamente uma tenda para consultas – quase ouve-se sua voz lá de dentro.

Pode-se sair deste breve roteiro com a impressão de que as pessoas teriam muito a ganhar se fossem oferecidos nos espaços públicos (via monumentos, placas, exposições criativas) resquícios mais amplos (e generosos) de nossa história. Se, como já sugeriu o cientista político americano Benedict Anderson, as nações são “comunidades imaginadas”, é certo que o acesso a informações mais diversificadas nos estimularia a sonhá-las, quem sabe, em tons mais coloridos.

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