Jornalismo investigativo nos EUA em dificuldades

Dos 100 maiores jornais americanos, 37% não mantêm repórteres dedicados exclusivamente ao jornalismo investigativo. Apenas 10% das redações tinham profissionais com este perfil, de acordo com uma pesquisa realizada em 2005 pela Arizona State University, citada pelo ótimo site ProPublica.

Situações como esta contribuem para que tenhamos muita opinião sobre tudo na imprensa e na Internet, mas pouca gente dedicada a reconstituir os fatos.

O ProPublica é um site de jornalismo investigativo americano que vale uma visita. Recentemente um de seus fotógrafos foi detido pela polícia no Texas porque fez uma imagem de uma refinaria da BP. De acordo com um agente do FBI que interrogou o jornalista, refinarias são potenciais alvos terroristas, daí a interdição de se fazer fotos. Uhmmm….veja aqui a história completa, em inglês.

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Quais os maiores derramamentos de petróleo?

O site da revista The Economist trouxe recentemente uma lista com os maiores derramamentos de petróleo de todos os tempos. O desastre ocorrido na plataforma da BP no Golfo do México era, até o final de junho, o quarto, levando-se em conta as piores estimativas – ou o décimo-sexto, considerados cálculos mais otimistas (veja o gráfico abaixo). Mas a posição no “ranking” deve subir, já que autoridades americanas calculam que o petróleo continua a escapar  a uma velocidade de 60 mil barris/dia. Já são mais de dois meses de poluição non-stop (o acidente original aconteceu em 20 de abril).
E no Facebook existe uma comunidade chamada “Boycott BP”. São mais de 680 mil participantes, com muita informação, fotos e vídeos. Vale a pena conferir.
Abaixo, imagem da plataforma da BP em chamas, antes de afundar; 11 trabalhadores morreram e diversos outros ficaram feridos. A BBC produziu um material didático sobre o acidente – vale uma visita (em inglês).

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No mundo, brasileiro é dos mais otimistas com sua economia

Imagem: Ricardo Carioba
Terminada a Copa e iniciada a corrida eleitoral, a oposição vai enfrentar um “problema” e tanto: o otimismo do brasileiro. Uma pesquisa recém-concluída pela americana Pew Research em 22 países, mostra que o Brasil é um dos poucos onde a maioria da população acredita que a economia vá bem. Por aqui, 62% acham que estamos em um bom momento econômico. Mais otimismo, só na China, onde 91% têm essa opinião. Os países onde as populações estão mais pessimistas com suas possibilidades econômicas são Japão, França e Espanha.

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Mortalidade infantil cai em todo o Mundo

O site da revista britânica The Economist trouxe recentemente uma boa notícia: a mortalidade infantil vem caindo em todas as regiões do mundo. E o Brasil é um dos 31 países que deverão, neste quesito, atingir as Metas do Milênio, que estabeleceu uma queda de 66% na mortalidade infantil entre 1990 e 2015.
Os dados são do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington. Os pesquisadores levantaram os números da mortalidade infantil (crianças até 5 anos) em 187 países.
No Brasil, a mortalidade infantil caiu a taxas de 4,8% ao ano nas últimas décadas. Em 1990, a mortalidade era de 52,04 por mil crianças; em 2010, passou para 19,88.
Apesar da queda, ainda morre-se mais aqui do que em países como o México (16,5 por mil), China (15,4), França (3,86) e Espanha (3,76). No mundo como um todo, segundo a pesquisa, a mortalidade infantil caiu 35% entre 1990 e 2010. As únicas nações que apresentaram elevação dos índices foram a Suazilândia, Lesoto, Guiné Equatorial e Antígua e Barbuda.
Veja aqui o estudo completo e abaixo a tabela publicada pela The Economist com os percentuais de declínio da mortalidade infantil (ao ano) nos diversos continentes.

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Pausa para: cartum

Do blog Desculpe a Poeira

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A Internet e as mulheres no Brasil

Pesquisando recentemente sobre o uso da Internet no Brasil me deparei com os números oficiais da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, de 2008. Para quem precisa de dados confiáveis, aqui segue o link.
É interessante notar que nas regiões Norte e Nordeste do país, as mulheres acessam a Internet tanto quanto os homens. No Norte, 27,6% das mulheres acessaram a rede nos 3 meses anteriores à pesquisa; entre eles, o índice é de 27,4%. Já no Nordeste, 25% das mulheres acessaram a rede, contra 25,2% dos homens.
Já no Sudeste, 42,1% dos homens acessam a rede, contra 38,6% das mulheres; e no Sul, 39,9% dos homens acessam, contra 37,6% das mulheres.
Ou seja: embora o acesso no Norte/Nordeste seja mais baixo, a Internet é relativamente mais importante para as mulheres (estão em pé de igualdade, digamos assim) naquela região.
E as mulheres são mais sérias também. Se ambos os sexos acessam a Internet principalmente para se “comunicar com outras pessoas”, entre os homens a segunda opção é por “lazer”. Já entre as mulheres, o segundo motivo do acesso é por “educação e aprendizado”.
Enfim, números.

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Pausa para: um resumo

Do blog Desculpe a Poeira

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