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Jornalismo investigativo nos EUA em dificuldades

Dos 100 maiores jornais americanos, 37% não mantêm repórteres dedicados exclusivamente ao jornalismo investigativo. Apenas 10% das redações tinham profissionais com este perfil, de acordo com uma pesquisa realizada em 2005 pela Arizona State University, citada pelo ótimo site ProPublica.

Situações como esta contribuem para que tenhamos muita opinião sobre tudo na imprensa e na Internet, mas pouca gente dedicada a reconstituir os fatos.

O ProPublica é um site de jornalismo investigativo americano que vale uma visita. Recentemente um de seus fotógrafos foi detido pela polícia no Texas porque fez uma imagem de uma refinaria da BP. De acordo com um agente do FBI que interrogou o jornalista, refinarias são potenciais alvos terroristas, daí a interdição de se fazer fotos. Uhmmm….veja aqui a história completa, em inglês.

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A Internet e as mulheres no Brasil

Pesquisando recentemente sobre o uso da Internet no Brasil me deparei com os números oficiais da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, de 2008. Para quem precisa de dados confiáveis, aqui segue o link.
É interessante notar que nas regiões Norte e Nordeste do país, as mulheres acessam a Internet tanto quanto os homens. No Norte, 27,6% das mulheres acessaram a rede nos 3 meses anteriores à pesquisa; entre eles, o índice é de 27,4%. Já no Nordeste, 25% das mulheres acessaram a rede, contra 25,2% dos homens.
Já no Sudeste, 42,1% dos homens acessam a rede, contra 38,6% das mulheres; e no Sul, 39,9% dos homens acessam, contra 37,6% das mulheres.
Ou seja: embora o acesso no Norte/Nordeste seja mais baixo, a Internet é relativamente mais importante para as mulheres (estão em pé de igualdade, digamos assim) naquela região.
E as mulheres são mais sérias também. Se ambos os sexos acessam a Internet principalmente para se “comunicar com outras pessoas”, entre os homens a segunda opção é por “lazer”. Já entre as mulheres, o segundo motivo do acesso é por “educação e aprendizado”.
Enfim, números.

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Pausa para: intervenção urbana

Um grupo da Suécia (patrocinado pela Volkswagen, ressalto) quis saber o que faria as pessoas utilizarem a escada normal em vez da rolante na saída do metrô. Vale pela sacada:

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O nosso bairro é sempre mais tranquilo

 

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Imagem: Banksy

Conversando recentemente com uma socióloga especializada em segurança pública, ela me disse uma coisa curiosa. Tanto nas cidades brasileiras, como ao redor do mundo, as pessoas, nas pesquisas, sempre dizem que seu bairro é menos violento do que o restante da cidade. Uma das explicações é que  olhamos nossa vizinhança com lentes de afetividade, favorecendo uma percepção benevolente.

Isto me fez lembrar como o noticiário sempre tem uma carga negativa grande – fatos positivos raramente são “notícia”. Talvez as pessoas sintam-se mais confortáveis ao perceber os perigos do mundo alhures, via TV ou jornais, lá no Afeganistão, na África ou…em qualquer lugar que não seja seu bairro.

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Imprensa na berlinda

 

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Imagem: Yumi shimada/ym 

Para quem se interessa pelo estado atual da imprensa no mundo, recomendo o artigo da jornalista Argentina Inês Haya, publicado no blog ODiario.Info (que tem entre seus editores o experiente jornalista e escritor Miguel Urbano Rodrigues).

Ela traz uma lista de diversos jornais que faliram – ou estão em sérias dificuldades – nos Estados Unidos, mas também Espanha e Argentina.

Para se ter uma idéia:

O grupo que edita o El Pais (principal jornal espanhol) perdeu 95% de seu valor de bolsa – uma ação vale menos do que um exemplar do jornal; seu concorrente, o El Mundo, também enfrenta problemas financeiros graves.

Em março Seattle amanheceu sem um dos seus principais diários, o The Post Intelligencer (que faliu após 146 anos); no final de 2008 a Tribune Company, segundo grupo midiático dos EUA (proprietário do The Baltimore Sun) foi a nocaute; ainda nos EUA, a Gannett Company – proprietária de 85 diários – eliminou mais de 8 mil postos de trabalho entre 2007 e 2008.

A lista continua e é longa: a empresa que publica o USA Today (diário de maior circulação no EUA) demitiu mil trabalhadores em agosto de 2008; em janeiro de 2009 faliu o The Star Tribune de Minneapolis; na Argentina o grupo La Nación fechou uma revista e começa a demitir.

O que há de comum nesses casos? A jornalista enumera: diminuição de anunciantes, queda das ações, das vendas e leitores.

Por enquanto a estratégia parece ser migrar para o “online” e cobrar pelo conteúdo.

Recentemente a The Economist também trouxe um artigo a respeito do assunto (lembrando que na Inglaterra 70 jornais locais faliram em 2008 e que São Francisco, na Califórnia, pode ser a primeira das grandes cidades americanas a ficar sem um jornal de circulação diária…).

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New York Times pede a leitores que mandem fotos que retratem crise

Boa dica que peguei no blog Desculpe a Poeira:
Os leitores do New York Times, a pedido do jornal, estão mandando fotos que retratem os tempos atuais de recessão em suas comunidades. Boa idéia. Veja aqui. E mande a sua, se quiser.
Vale a pena dar uma passeada; as fotos estão acompanhadas por pequenos textos.

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Política, internet e eleições

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Imagem: brubeck

A maneira como a Internet interfere na política – e nas campanhas eleitorais – pode gerar estudos interessantes.

Uma pesquisa sobre o comportamento do eleitorado americano em 2008, na disputa presidencial que elegeu Obama, feita pela Pew Internet & American Life Project, por exemplo,  mostra que 74% dos usuários da rede nos EUA (ou 55% da população adulta total) utilizaram a Internet para coletar informações sobre as eleições.

Cerca de metade (45%) acessou vídeos de campanha via a web e um terço repassou mensagens com conteúdo político.

Foram entrevistadas 2.542 pessoas entre novembro e dezembro de 2008 – veja o resumo aqui (em inglês).

No Brasil, um livro da Fundação Perseu Abramo – A Mídia nas Eleições de 2006 (Organizado por Venício A. de Lima) – sugere que por aqui a influência da Internet também se faz sentir: ela possibilita o surgimento de novos “formadores de opinião” (ONGs, pensadores, associações, grupos etc), que podem servir como contraponto crítico às mensagens de políticos, grande mídia etc.

A idéia é instigante, embora seja, por enquanto, apenas uma boa hipótese.

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