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Um documentário sobre o Wikileaks

A TV Pública da Suécia SVT realizou um excelente documentário sobre o Wikileaks. Vale a pena ver, aqui.

O filme tem 57 minutos. A partir do minuto 26 é possível ver, por exemplo, cenas de um helicóptero americano atirando contra civis em Bagdá. A sequência me lembrou a primeira Guerra do Iraque, em 1991, quando os americanos falavam em “guerra de precisão” ou “guerra cirúrgica”. Na ocasião, os militares argumentavam que a alta tecnologia (com os bombardeios repassados para as TVs) permitiriam uma especie de guerra limpa, na qual apenas alvos militares seriam atingidos — e civis inocentes poupados. Passadas duas décadas, vê-se que a ideia da guerra cirúrgica vingou — mas  no sentido oposto ao propagandeado nos anos 1990; é cirúrgica no sentido de sua brutalidade ampliada, e agora revelada pelos vazamentos.

O documentário mostra a trajetória do Wikileaks (que já vazou mais de 1 milhão de documentos secretos) e de seus porta-vozes, Julian Assange (incluindo as acusações contra ele na Suécia de “abuso sexual” feitas por duas mulheres que permanecem anônimas)  e Daniel Domscheit-Daniel. O filme inclui uma informação para mim nova: após os mais recentes vazamentos (do Iraque e das correspondências diplomáticas) houve um racha na organização, com vários colaboradores de Assange acusando-o de autoritário.

O trabalho da TV sueca também traz depoimentos de “ativistas da informação”. E mostra as intersecções entre o Wikileaks e a política em países como Suécia e Islândia — países que mantêm uma política mais aberta com relação ao direito da informação. O filme termina, aliás, com a frase de um jornalista sueco que parece resumir a história toda: “sem o acesso a informações, a democracia é apenas uma palavra vazia”.

 

 

 

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Quais os maiores derramamentos de petróleo?

O site da revista The Economist trouxe recentemente uma lista com os maiores derramamentos de petróleo de todos os tempos. O desastre ocorrido na plataforma da BP no Golfo do México era, até o final de junho, o quarto, levando-se em conta as piores estimativas – ou o décimo-sexto, considerados cálculos mais otimistas (veja o gráfico abaixo). Mas a posição no “ranking” deve subir, já que autoridades americanas calculam que o petróleo continua a escapar  a uma velocidade de 60 mil barris/dia. Já são mais de dois meses de poluição non-stop (o acidente original aconteceu em 20 de abril).
E no Facebook existe uma comunidade chamada “Boycott BP”. São mais de 680 mil participantes, com muita informação, fotos e vídeos. Vale a pena conferir.
Abaixo, imagem da plataforma da BP em chamas, antes de afundar; 11 trabalhadores morreram e diversos outros ficaram feridos. A BBC produziu um material didático sobre o acidente – vale uma visita (em inglês).

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