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Pobreza nos EUA e no Brasil

 

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Americanos na fila, para comer.

Recentemente o jornal El Clarin (veja aqui, em tradução do portal Vermelho) trouxe uma matéria sobre os americanos que vivem com os cupons de alimentação do governo, de US$ 6 por dia (ou R$ 14,00), valor a ser reajustado no plano de socorro de Barack Obama em 13%; a reportagem cita o blog de um repórter da CNN, Sean Callebs, que “viveu” dos cupons para realizar uma série de matérias para TV.

São 31 milhões de americanos (ou cerca de 10% da população) que recebem os cupons e expõem uma faceta pouco divulgada (ao menos antes da crise) pela imprensa brasileira, a da miséria nos EUA. Que não é de hoje, diga-se.

Cálculos da Food Research and Action Center (que se auto define como uma instituição sem fins lucrativos) apontam, por exemplo, que 38 milhões de americanos estão, já há algum tempo, em situação de insegurança alimentar (alimentação não adequada e, mesmo, fome).

Daria um estudo interessante comparar a fome nos EUA com a do Brasil.

Por aqui, 50 milhões de pessoas (28% da população) beneficiam-se do Programa Bolsa Família – e destas, 42,3 milhões continuam em situação de insegurança alimentar, apesar da renda extra (interessados em obter o levantamento completo com estes dados do Bolsa Família podem deixar uma mensagem que eu envio, ok?).

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Eleições e a disparidade de renda nos EUA

O discurso de Barack Obama de “espalhar a riqueza” (“spread the wealth around”) encontra eco na realidade.
Relatório divulgado na semana passada pela OECD (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), mostra que a disparidade de renda (diferença entre os que ganham mais e os que ganham menos) nos Estados Unidos é uma das maiores entre os 30 países membros da organização. O site da revista Economist deu destaque à informação, trazendo os números em gráfico (abaixo).
Entre 30 países analisados, a disparidade de renda nos EUA (onde os lares mais ricos tem 16 vezes mais renda dos que os mais pobres), só é menos acentuada do que no México (25 para um) e Turquia (17 para um).
Segundo a OECD, a disparidade de renda cresceu nos EUA (e na maioria dos países analisados) nos últimos 20 anos.
Alguns economistas creditam isto à crescente financeirização da riqueza (que alguns chamam de “capitalismo de cassino”, no centro da crise atual). Um vídeo – uma conversa hilária entre dois comediantes britânicos — explica o fenômeno com humor: veja aqui (é um pouco longo mas vale a pena acompanhar)
Veja o gráfico que saiu no site da Economist:

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