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Jornalismo investigativo nos EUA em dificuldades

Dos 100 maiores jornais americanos, 37% não mantêm repórteres dedicados exclusivamente ao jornalismo investigativo. Apenas 10% das redações tinham profissionais com este perfil, de acordo com uma pesquisa realizada em 2005 pela Arizona State University, citada pelo ótimo site ProPublica.

Situações como esta contribuem para que tenhamos muita opinião sobre tudo na imprensa e na Internet, mas pouca gente dedicada a reconstituir os fatos.

O ProPublica é um site de jornalismo investigativo americano que vale uma visita. Recentemente um de seus fotógrafos foi detido pela polícia no Texas porque fez uma imagem de uma refinaria da BP. De acordo com um agente do FBI que interrogou o jornalista, refinarias são potenciais alvos terroristas, daí a interdição de se fazer fotos. Uhmmm….veja aqui a história completa, em inglês.

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O nosso bairro é sempre mais tranquilo

 

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Imagem: Banksy

Conversando recentemente com uma socióloga especializada em segurança pública, ela me disse uma coisa curiosa. Tanto nas cidades brasileiras, como ao redor do mundo, as pessoas, nas pesquisas, sempre dizem que seu bairro é menos violento do que o restante da cidade. Uma das explicações é que  olhamos nossa vizinhança com lentes de afetividade, favorecendo uma percepção benevolente.

Isto me fez lembrar como o noticiário sempre tem uma carga negativa grande – fatos positivos raramente são “notícia”. Talvez as pessoas sintam-se mais confortáveis ao perceber os perigos do mundo alhures, via TV ou jornais, lá no Afeganistão, na África ou…em qualquer lugar que não seja seu bairro.

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Imprensa na berlinda

 

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Imagem: Yumi shimada/ym 

Para quem se interessa pelo estado atual da imprensa no mundo, recomendo o artigo da jornalista Argentina Inês Haya, publicado no blog ODiario.Info (que tem entre seus editores o experiente jornalista e escritor Miguel Urbano Rodrigues).

Ela traz uma lista de diversos jornais que faliram – ou estão em sérias dificuldades – nos Estados Unidos, mas também Espanha e Argentina.

Para se ter uma idéia:

O grupo que edita o El Pais (principal jornal espanhol) perdeu 95% de seu valor de bolsa – uma ação vale menos do que um exemplar do jornal; seu concorrente, o El Mundo, também enfrenta problemas financeiros graves.

Em março Seattle amanheceu sem um dos seus principais diários, o The Post Intelligencer (que faliu após 146 anos); no final de 2008 a Tribune Company, segundo grupo midiático dos EUA (proprietário do The Baltimore Sun) foi a nocaute; ainda nos EUA, a Gannett Company – proprietária de 85 diários – eliminou mais de 8 mil postos de trabalho entre 2007 e 2008.

A lista continua e é longa: a empresa que publica o USA Today (diário de maior circulação no EUA) demitiu mil trabalhadores em agosto de 2008; em janeiro de 2009 faliu o The Star Tribune de Minneapolis; na Argentina o grupo La Nación fechou uma revista e começa a demitir.

O que há de comum nesses casos? A jornalista enumera: diminuição de anunciantes, queda das ações, das vendas e leitores.

Por enquanto a estratégia parece ser migrar para o “online” e cobrar pelo conteúdo.

Recentemente a The Economist também trouxe um artigo a respeito do assunto (lembrando que na Inglaterra 70 jornais locais faliram em 2008 e que São Francisco, na Califórnia, pode ser a primeira das grandes cidades americanas a ficar sem um jornal de circulação diária…).

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Site mostra jornais de todo o mundo

Um site que pode ser útil é o do Newseum.

Você tem acesso às primeiras páginas de 700 jornais de todo o mundo — fácil navegação (as bolinhas laranjas no mapa do mundo indicam onde estão as publicações; ao abrir a primeira página, à direita, na parte superior, há versão em PDF e link para o site do jornal).

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Jornalista pesquisa o que disse imprensa em 1964

A jornalista Cristiane Costa fez um ótimo trabalho de pesquisa e selecionou editoriais (onde os jornais emitem as opiniões de seus donos) e matérias logo após o golpe militar de 1964 — que esta semana completou 45 anos.

Vale a pena dar uma olhada  (link para a página do Núcleo Piratininga de Comunicação, que reporduziu o material).

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Mulheres e a imprensa

O site Mais Mulheres no Poder oferece um clipping online com notícias que dizem respeito a mulheres na política. Pode ser útil para acompanhar o que está sendo dito neste  8 de março (Dia Internacional da Mulher)…

Veja aqui. (clique em “clippings”)

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A imprensa de Israel e a (eterna) guerra

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Abaixo, um texto interessante, que peguei no blog do jornalista Ricardo Lombardi:

 

Em tempos de conflito entre israelenses e palestinos, vale a pena revisitar o texto do jornalista Yonatan Mendel sobre o jornalismo israelense. Foi publicado pela revista Piauí no ano passado. Seguem dois trechos da matéria:
“(…) O Exército israelense nunca mata ninguém intencionalmente, muito menos comete homicídio – uma situação a qual qualquer outra organização armada invejaria. Mesmo quando uma bomba de 1 tonelada é jogada sobre uma densa área residencial de Gaza, matando um homem armado e catorze civis inocentes, inclusive nove crianças, ainda assim não são mortes intencionais nem homicídios: são assassinatos dirigidos. Um jornalista israelense pode dizer que os soldados das FDI atingiram palestinos, ou que os mataram, ou que os mataram por engano, e que os palestinos foram atingidos, ou foram mortos ou mesmo que encontraram a morte (como se estivessem procurando), mas homicídio está fora de cogitação. A conseqüência, quaisquer que sejam as palavras usadas, foi a morte, nas mãos das forças de segurança israelenses, desde o início da segunda intifada, de 2 087 palestinos que nada tinham a ver com a luta armada. (…)”.
“(..) As Forças de Defesa de Israel, tal como são mostradas na mídia israelense, têm outra estranha capacidade: a de nunca iniciar ou decidir um ataque, nem de lançar uma operação. As FDI simplesmente respondem. Elas respondem aos foguetes Qassam, respondem aos ataques terroristas, respondem à violência palestina. Isso torna tudo tão mais lógico e civilizado: as FDI são forçadas a lutar, a destruir casas, a balear palestinos e a matar 4 485 deles em sete anos, mas nenhum desses fatos é responsabilidade dos soldados. Eles estão enfrentando um inimigo abjeto, e reagem de acordo com seu dever. O fato de suas ações – toques de recolher, prisões, cercos por mar, tiros e mortes – serem a principal causa da reação palestina não parece interessar à mídia. Como os palestinos não podem responder, os jornalistas israelenses escolhem outro verbo de um léxico que inclui vingar, provocar, atacar, incitar, apedrejar e disparar os mísseis Qassam. (…)”.

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Pesquisa mostra como imprensa cobriu eleições 2008

Como o jornal que você lê cobriu as eleições em 2008? Como os principais candidatos foram citados no notíciário, de forma negativa ou positiva?

O DOXA — Laboratório de Pesquisas em Comunicação Política e Opinião Pública, do IUPERJ (RJ) — fez este levantamento. Vale conferir.

 

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