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Jornalismo investigativo nos EUA em dificuldades

Dos 100 maiores jornais americanos, 37% não mantêm repórteres dedicados exclusivamente ao jornalismo investigativo. Apenas 10% das redações tinham profissionais com este perfil, de acordo com uma pesquisa realizada em 2005 pela Arizona State University, citada pelo ótimo site ProPublica.

Situações como esta contribuem para que tenhamos muita opinião sobre tudo na imprensa e na Internet, mas pouca gente dedicada a reconstituir os fatos.

O ProPublica é um site de jornalismo investigativo americano que vale uma visita. Recentemente um de seus fotógrafos foi detido pela polícia no Texas porque fez uma imagem de uma refinaria da BP. De acordo com um agente do FBI que interrogou o jornalista, refinarias são potenciais alvos terroristas, daí a interdição de se fazer fotos. Uhmmm….veja aqui a história completa, em inglês.

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Brasil rivaliza com EUA e Índia em número de idiomas no território

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No Brasil há 190 línguas catalogadas pelo Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que correm o risco de extinção ou foram extintas em passado recente.

As informações são do Atlas de Línguas em Risco no Mundo, cuja versão online traz boas informações sobre onde estão estas comunidades no Brasil (basicamente povos indígenas), quantas pessoas ainda falam aquela língua e o “grau” de possibilidade de desaparecimento. Há dados de idiomas como Aikana, Ajuru, Cubeo, Guajá… 

Os dados da Unesco sugerem que a diversidade lingüística no Brasil é das maiores do mundo: rivalizamos (e aqui tomo como medida o número de idiomas em risco) com a Índia (196 línguas em risco) e os Estados Unidos (192).

A versão digital do Atlas da Unesco pode ser visto aqui: basta colocar o nome do país que deseja pesquisar — no mapa, a cor da bola indica o risco daquele idioma sumir. As bolas pretas indicam línguas que desapareceram (ano, local e, por vezes, o nome do último “falante”).

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Índios brasileiros fazem cada vez mais filmes

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Imagem:  filme Amendoim da Cutia/ divulgação

A revista Retrato do Brasil (disponível em poucas bancas, veja aqui o site da editora) de abril traz um texto bacana do jornalista Carlos Azedo, sobre a produção de filmes por índios no Brasil.

Diz a matéria que “Há um novo tipo de documentário no meio cultural, feito por cineastas indígenas. Pode-se assistir a eles em festivais ou comprar o DVD em pontos de venda como grandes livrarias (…) Entre eles estão alguns best-sellers, como o divertido Cheiro de Pequi, dos índios cuicuro, ou Amendoim da Cutia (foto acima), do povo panará, este considerado pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss ‘de longe o melhor filme que eu tenha visto sobre os índios da América do Sul´ (…).

O texto informa que “já são 70 filmes produzidos junto a 40 povos indígenas do Brasil com base em 3 mil horas de gravação”.

Boa parte desta produção está relacionada a uma ONG chamada Vídeo nas Aldeias, criada em 1987 e que faz um trabalho sério. Vale a pena acessar o site. Você pode ver o catálogo (dividido por etnias), encomendar vídeos e assistir a traillers. Um pouco da diversidade (e da riqueza) cultural brasileira.

 

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Na China, internauta é “netizen”

Buscando outro dia notícias sobre a China no site do Diário do Povo (órgão oficial do governo chinês), descobri uma coisa interessante. Os chineses referem-se aos internautas como “netizens”.

Nunca tinha lido ou ouvido esta expressão. Aparentemente trata-se de um neologismo formado a partir das palavras net (rede) e citizen (cidadão).

Em um dicionário online encontrei a seguinte definição para “netizen”:

cidadão da Internet (aquele que vê na Internet uma comunidade social e cultural); indivíduo que se utiliza da Internet para expressar suas idéias em discussões e votações.

Curioso que justamente na China – país visto pelo senso-comum ocidental (americano) como lugar onde não há “liberdade de expressão” – este termo (tão, digamos assim, politizado) seja utilizado.

Para ficar atento, afinal, 1 em cada 6 usuários de Internet no mundo é chinês (lá são 180 milhões online, superando os EUA em números absolutos).

E uma pesquisa recente divulgada pela Xinhua (agência de notícias chinesa) listou as principais preocupações dos “netizens” chineses, sendo que corrupção é o que lidera.

A pesquisa detectou também que os “netizens” chineses acham que a Internet deveria controlar o governo – e não o contrário. Para um país onde não há “liberdade de expressão”, até que é uma proposição bastante avançada…

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