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Mortalidade infantil cai em todo o Mundo

O site da revista britânica The Economist trouxe recentemente uma boa notícia: a mortalidade infantil vem caindo em todas as regiões do mundo. E o Brasil é um dos 31 países que deverão, neste quesito, atingir as Metas do Milênio, que estabeleceu uma queda de 66% na mortalidade infantil entre 1990 e 2015.
Os dados são do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington. Os pesquisadores levantaram os números da mortalidade infantil (crianças até 5 anos) em 187 países.
No Brasil, a mortalidade infantil caiu a taxas de 4,8% ao ano nas últimas décadas. Em 1990, a mortalidade era de 52,04 por mil crianças; em 2010, passou para 19,88.
Apesar da queda, ainda morre-se mais aqui do que em países como o México (16,5 por mil), China (15,4), França (3,86) e Espanha (3,76). No mundo como um todo, segundo a pesquisa, a mortalidade infantil caiu 35% entre 1990 e 2010. As únicas nações que apresentaram elevação dos índices foram a Suazilândia, Lesoto, Guiné Equatorial e Antígua e Barbuda.
Veja aqui o estudo completo e abaixo a tabela publicada pela The Economist com os percentuais de declínio da mortalidade infantil (ao ano) nos diversos continentes.

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Os americanos e o terrorismo em 2010

70% dos americanos acreditam ser provável que aconteça um atentado terrorista nos Estados Unidos nos próximos doze meses. O número – publicado na edição de 9 de janeiro da revista The Economist — é da empresa de pesquisas YouGov Polimetrix. O levantamento foi feito alguns dias depois do atentado fracassado a um avião da NorthWest Airlines que fazia a rota Amsterdã-Detroit.

 Em abril de 2009 o receio em relação a atentados era de 51%.

A The Economist ressalta que o ano não começou bem para o presidente americano Obama, que encontra dificuldades para livrar-se do figurino de “presidente da guerra”. Além do atentado – que levou ao anúncio de novas medidas de segurança – há o envio, para breve, de mais soldados para o Afeganistão.

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Fim da Era do Petróleo? Depois de 2030, quem sabe…

Estamos vivenciando o fim da Era do Petróleo? A profecia, por ora, parece estar mais amparada em desejos do que nos fatos.

Um relatório da International Energy Agency, citado pelo site da revista britânica The Economist, projeta que a demanda mundial por petróleo subirá de 84,7 milhões de barris/dia (em 2008) para 105 milhões de barris/dia (2030).

Segundo o estudo, Estados Unidos, Japão e Europa usarão menos petróleo em 2030 do que o fizeram em 1980; a demanda na Ásia, particularmente Índia e China, porém, subirá 400% nas próximas duas décadas. A maior parte desta produção será destinada a transporte, reflexo do “aumento no número de carros no mundo em desenvolvimento”.

Por esta previsão a demanda por petróleo também aumentará na América Latina, a um ritmo semelhante ao da África. Somando-se o que latinoamericanos e africanos beberão de petróleo em 2030 não dá, ainda assim, um Estados Unidos, conforme a tabela abaixo.

Oil

E o texto abaixo, extraído de um artigo do professor da USP e ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer, na revista Retrato do Brasil de novembro, ajuda a jogar luz sobre os números acima. Vejamos:

“Está em curso um processo de transição energética, provocado pela discussão das mudanças climáticas e também pela perspectiva de exaustão das reservas de petróleo. Apesar disso, a persistência do modelo de desenvolvimento urbano-industrial surgido das revoluções industriais conduz à conclusão de que o papel do petróleo é ainda extraordinário como fonte de rendas”.

E prossegue o professor:

“Para que outras formas de energia desempenhem esse mesmo papel (do petróleo), é preciso melhorar as condições técnicas de sua apropriação, requerendo menos capital e trabalho. Os economistas ecológicos falam da necessidade da mudança desse paradigma. Isso é necessário e é possível. Mas levará tempo. Não há, no entanto, por ora, nenhuma força política capaz de acelerar essa passagem”.

Concluindo que:

“É preciso aceitar que o petróleo manterá seu elevado valor por um longo tempo, três ou quatro décadas, no mínimo. Os excedentes gerados com o uso do petróleo podem financiar a transição energética. Quem controlar a apropriação de qualquer parte importante do uso desse recurso natural controlará parte do poder. Onde está esse petróleo remanescente? Em três fronteiras: na Ásia Central, na África (em países como Nigéria e Sudão) e na camada pré-sal brasileira”.

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Paulistano trabalha 40 minutos para comprar Big Mac

Deu no site da revista The Economist: em São Paulo precisa-se trabalhar, em média, 40 minutos para se comprar um Big Mac (um pouco acima da média tomada em 73 cidades do mundo). Em Tóquio, labuta-se 12 minutos…e na Cidade do México, mais de 2 horas.

Números, números, números….

Mac

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The Economist: desemprego pode gerar crises políticas

A  Economist Intelligence Unit (EIU, um braço de análises da revista britânica The Economist) desenvolveu um Índice de Instabilidade Política.

De acordo com o Índice de 2009, 95 países ao redor do mundo estão em uma zona de “alto risco” de instabilidade política, principalmente na África– em 2007 eram 35 países.

Segundo a The Economist, o desemprego causado pela crise financeira, está no “coração” da instabilidade política (entendida como “situações que ameaçam governos ou a ordem política existente”).

Neste ranking o Brasil encontra-se sob risco “moderado” de instabilidade.

Veja aqui um resumo em inglês. Abaixo, um mapa com os resultados.

political

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The Economist e o conservadorismo nos EUA

O site da revista britânica The Economist traz esta semana um artigo interessante analisando a vitória de Barack Obama (a publicação declarou apoio à candidatura do democrata).

A revista aponta que, apesar da impopularidade de Bush, 46% dos eleitores votaram contra os democratas (Obama obteve 52% dos votos populares – menos, por exemplo, do que Ronald Reagan nos anos 1980). Os números, de acordo com a The Economist, nos fazem lembrar “como a América ainda é um lugar conservador”.

Ainda em relação aos resultados eleitorais, destaca-se que Obama perdeu a eleição entre eleitores brancos (43% a 55%), embora este percentual seja parecido com o obtido no passado por democratas como Bill Clinton, Al Gore e John Kerry.

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Obama X McCain: Economist faz votação mundial online

 

 

 

 

O site da prestigiada revista britânica The Economist está promovendo uma votação mundial, online, sobre as eleições americanas. É divertido e bastante instrutivo, com diversos textos (em inglês) sobre os candidatos, suas plataformas e o sistema eleitoral americano. Além do mais, você pode acompanhar, país por país, as preferências por Obama ou McCain. No Brasil – como em toda a parte – dá Obama disparado, com 76% dos votos.

 

A revista foi criativa e desenhou a eleição via web como se fosse o sistema americano. Lá a eleição não é direta: as pessoas elegem em seus estados representantes para um colégio eleitoral e este, por sua vez, elege o presidente. A Economist dividiu os países de acordo com sua população e chegou a um colégio eleitoral mundial de 9.785 representantes – neste fictício colégio eleitoral, o Brasil levaria 272 congressistas. A China – país mais populoso do planeta – levaria 1.900 congressistas; a Índia, 1.588.

 

Nesta eleição o peso do Brasil é semelhante ao de países como a Rússia (205 congressistas). Para acessar, clique aqui. (é preciso fazer cadastro, que aparece após clicar-se no botão de voto; leva cerca de 1 minuto)

 

 

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