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Site de emprego: se clicar “branca”, salário sobe

Imagem: Sebastian Fritzon

A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, do governo de São Paulo, mantém um site chamado Termômetro Nacional do Emprego. A ideia é ajudar a pessoa a saber quais suas chances no mercado de trabalho por meio de um formulário online.

 Uma amiga, que é negra, resolveu fazer um teste. Ao preencher o formulário, ela descobriu que uma mulher com ensino superior completo, solteira e sem filhos pode esperar ganhar entre R$ 659,00 e R$ 1.461,00, se for branca. Já uma mulher na mesma situação, só que negra, deve baixar suas expectativas para um salário entre R$ 590,00 e R$ 1.309,00.

Minha amiga ficou vexada. Acha que começar uma busca por trabalho assim, desanima.

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Uma nota sobre preços & lucros

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 Imagem:  Poster Boy Subway Art

Folheando o livro “Marketing para o Século XXI”, do consultor e professor americano Philip Kotler, me deparei com uma tabela curiosa. O autor (provavelmente citando dados de terceiros) apresenta estimativas de quanto sobe o lucro das empresas quando estas aumentam seus preços. Reproduzo abaixo.

Quando um produto sobe de preço 1%, quanto aumenta o lucro da empresa que o comercializa?

Para a Coca-Cola o lucro sobe 6,4%

Fuji Photo – 16,7%

 Nestlé – 17,5%

Ford – 26%

Philips – 28,7%

 (página 130; o livro é de 1999).

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Uma princesa ou 1 milhão de escravos?

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(A argola de ferro, a punição de escravos fugitivos. De Debret).

Acabo de ler um livro muito bom. A vida dos escravos no Rio de Janeiro – 1808-1850, da norte-americana Mary C. Karasch.

Karasch descreve, por exemplo, como funcionava o mercado do Valongo. Já havia lido referências antes e aprofundei minha curiosidade sobre este local. Um mapa do século XIX localiza o Valongo entre os morros da Conceição e do Livramento, perto do cais do porto no Rio. Por lá passaram 1 milhão de africanos na primeira metade do XIX.

Peguei o mapa, o carro, e fui ver se sobrara algo, se havia alguma referência ao mercado. No local apontado descobri uma “ladeira do Valongo”, que dá acesso ao Morro da Conceição – onde fica uma favela e no topo um Observatório Astronômico e uma unidade do Exército. Do lado oposto, há a ladeira do Livramento. O mercado, na descrição de Karasch, ficava exatamente neste vale.

Não encontrei nesta primeira visita nenhuma referência “oficial”. Há, sim, numa praça próxima, uma placa. Nela se lê que o “cais do Valongo” foi revitalizado em 1800 e lá vai bolinha, para a recepção de uma princesa que se casaria com D. Pedro II.

E é tudo. Sobre os 1 milhão de escravos que passaram por ali, nada. Voltei do passeio achando que o local mereceria um museu. Uma grande exposição apontando de onde vieram os escravos que por ali passaram (Angola, Congo, Moçambique),  as diversas culturas africanas, as diferentes línguas, religiões, as roupas, as comidas e tudo o mais.

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The Economist: nos EUA, 64% usam Google

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O “mercado de buscas” na internet nos Estados Unidos é dominado pelo Google (64%), seguido por Yahoo (20%) e Live, da Microsoft (8%).

Os dados estão em uma matéria interessante da revista The Economist, que antecipa algumas novas tecnologias de busca que estão sendo desenvolvidas. Segundo a publicação, as empresas estudam soluções para refinar as buscas, para que o usuário encontre respostas para suas questões.

Uma das ideias é organizar o buscador de modo que este “antecipe os interesses de quem faz a busca”, diminuindo brechas para informações aleatórias. Conversa de ficção científica, mas para ficar de olho…

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