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Os políticos e os “espinhos” do poder

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Imagem: Sebastian Fritzon 

Quando ouvir um político reclamar do poder (que está “amargurado”, “desiludido”, que fará o “sacrifício” de se candidatar), desconfie. O mais provável é que seja lorota.

Lembrei disso ao reler uma entrevista dada por Ulysses Guimarães ao jornalista Fernando Morais, em março de 1979.

Citando o então governador da Paraíba, Ernani Sátiro, Ulysses diz a Morais, respondendo se teria interesse em disputar, um dia, a Presidência da República: “ele (Sátiro) sempre dizia: Olha, Ulysses, vivem dizendo que a cadeira do poder é uma cadeira de espinhos. Só se os espinhos estão virados para baixo, porque é uma cadeira gostosa que é danada”.

(trecho tirado do livro “Primeira Página: as melhores entrevistas feitas por Fernando Morais”, editora Alfa-Omega, página 63).

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Arquivado em História, Política

New York Times pede a leitores que mandem fotos que retratem crise

Boa dica que peguei no blog Desculpe a Poeira:
Os leitores do New York Times, a pedido do jornal, estão mandando fotos que retratem os tempos atuais de recessão em suas comunidades. Boa idéia. Veja aqui. E mande a sua, se quiser.
Vale a pena dar uma passeada; as fotos estão acompanhadas por pequenos textos.

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Richard Barbrook e o que dirão os historiadores?

Imagem: Alex Veness

 

Às vezes gosto de imaginar o que dirão, daqui a 200 ou 300 anos, os historiadores a respeito da época em que vivemos.

Em 1999, em Londres, perguntei isto ao professor Richard Barbrook, um pensador interessante sobre a Internet. Barbrook é uma cara simpático que mora em Kilburn, no norte de Londres e a entrevista foi publicada no caderno Mais!, da Folha de São Paulo.

Quase uma década depois acho que a resposta continua interessante, veja:

 

Folha – O que o sr. acha que um historiador no ano de 2200 vai dizer quando olhar para trás e analisar este final de milênio?

Barbrook – Acho que ele vai ter dificuldade em entender que nós usávamos dinheiro. O mesmo tipo de dificuldade que temos em imaginar hoje em dia como eram as relações feudais de suserania e vassalagem.

O que eu acho interessante é que esta utopia da “economia da doação” (gift economy) não é algo apocalíptico, dramático, com pessoas agitando bandeiras nas ruas -uma visão corrente da transição para uma sociedade utópica. Do meu ponto de vista, é algo banal e mundano e que está sendo feito a partir da prática cotidiana das pessoas.

 

*******  

 

E por falar em perspectiva temporal, o jornalista Ricardo Lombardi, em seu blog Desculpe a Poeira, traz uma dica interessante; a revista Wired montou uma linha do tempo online sobre a crise financeira atual. Pode ser uma fonte rápida de consulta sobre os fatos principais da crise (embora recomenda-se, sempre, separar o joio do trigo para se chegar às boas informações…).

 

 

 

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