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A CIA enxerga vodus no Brasil

A CIA, a agência de inteligência americana, mantém em seu site uma seção chamada “The World Fact Book”, algo como “O Livro dos Fatos do Mundo”, em que reúne informações gerais sobre todos ou quase todos países do planeta. E eis que no item “people” da página dedicada ao Brasil, a CIA aponta que 0,3% da população cultua a religião “Bantu/voodoo” (e dá como crédito o Censo de 2000).

Bantos? Vodus? Estas palavras não aparecem no Censo oficial.

 Na verdade, o 0,3% da CIA corresponde, no Censo do IBGE, à soma de duas religiões com parentesco na África: Umbanda e Candomblé.

 Umbanda e Candomblé viraram no site americano, sabe-se lá se nesta ordem, pouco importa, “Banto” (que é não é propriamente uma religião, mas um grupo etnicolinguístico, entre os diversos que vieram da África para o Brasil) e Vodus (que encontra seu culto mais fortemente presente em países como o Haiti, e apenas perifericamente no Brasil).

Parece que botaram whisky na feijoada.

 Se o pessoal da CIA trabalha as informações com esta acuidade lá pelos lados do Oriente Médio e Ásia Central – regiões que representam de fato “ameaça” aos EUA – bem, então, o contribuinte americano deveria colocar as barbas de molho.

Agora, e mudando de assunto ligeiramente, será curioso especular sobre quais associações dispara, na mente do americano médio, a palavra “Vodus”. O trecho do filme de 007, Live and Let Die (1973), abaixo, pode, quem sabe, sugerir pistas.

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Pensamentos sobre “o fato” nos tempos atuais

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Imagem: f/508

Um aspecto em aberto no mundo virtual é o da qualidade da informação. Os erros estão disponíveis em abundância na internet.

 Daí que um dos objetivos deste blog é testar a possibilidade de, a um ritmo quase diário (mania de jornalista), “postar” informações que sejam, ao mesmo tempo, interessantes e factíveis. Uma preocupação é sempre indicar a fonte da informação – e que esta seja, é claro, de confiança.

Neste sentido registro duas notas sobre a Wikipedia.

Recentemente, a enciclopédia online “matou”, precipitadamente, um político americano, conforme saiu no jornal Independent.

No livro 1808, o jornalista Laurentino Gomes escreve que, em meados de 2006, a Wikipedia registrava incorretamente a data de partida da família real portuguesa para o Brasil – 7 de novembro de 1807, em vez de 29 de novembro de 1807 (veja na página 24).

E por aí vai.

Já os jornais impressos, abusam do condicional, o noticiário está repleto de “seria”, “estaria”, “teria”. Já repararam? Uma espécie de reino do João-sem-abraço, no qual o leitor é quem sai perdendo (tempo e dinheiro).

Esta é uma questão que me inquieta: como recuperar o fato (no sentido “daquilo que aconteceu”)?

Na era digital, me parece que o fato perde, cada vez mais, importância – tal a quantidade de informação disponível, o fato perde-se em múltiplas versões, sucessivos “cortar e colar”.

Uma solução – em busca de fatos – poderiam ser os livros. Mas isto também não é garantido. Pesquisando recentemente em bibliotecas sobre um personagem do século XIX, encontrei diferentes versões para informações simples, como o nome completo da pessoa, local de moradia, local de nascimento etc.

Não é porque está no livro que é verdade. Autores se copiam, ao longo dos anos, entre si, e nem sempre se preocupam se estão ou não passando adiante informações precisas. Em se tratando de História, isto é problemático; por mais que a História seja, de certo modo, uma “fantasia organizada”, esta precisa estar calcada em fatos.

Bom, talvez seja que, no fundo, nada mudou: recuperar fatos foi e é uma tarefa penosa.

A diferença é que agora há muito mais joio e trigo a serem separados – um erro (acidental ou não) que antes ficava arquivado em uma prateleira durante anos, agora ganha o mundo na velocidade do pensamento. Para o bem e para o mal….

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Site mostra jornais de todo o mundo

Um site que pode ser útil é o do Newseum.

Você tem acesso às primeiras páginas de 700 jornais de todo o mundo — fácil navegação (as bolinhas laranjas no mapa do mundo indicam onde estão as publicações; ao abrir a primeira página, à direita, na parte superior, há versão em PDF e link para o site do jornal).

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Crise financeira e as fontes de informação

Uma boa idéia para acompanhar este momento de incertezas mundiais – de crise financeira – é buscar ângulos de análise diferenciados. Abaixo, algumas sugestões de fontes de informação:
Diário do Povo  — órgão oficial do Partido Comunista Chinês; a China, afinal, é um jogador importante nesta crise. Em inglês.

Granma  — órgão oficial do governo cubano, em português; traz “análises” de Fidel Castro, uma visão, digamos, “terceiromundista”.

The Economist  — revista semanal britânica, informações bem apuradas e visão liberal, em inglês.

Le Monde Diplomatique — edição brasileira, recorte analítico dos fatos.

Der Spiegel – perspectiva germânica.

Itar-Tass – agência russa.

Agência Irna  — visão iraniana…

BBC  — padrão anglo-saxão de jornalismo, em português.

CNN  — seção “mundo”.

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