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Quem são os maiores fabricantes de armas do mundo?

O site da revista britânica The Economist publicou recentemente uma lista com os principais fabricantes de armas do mundo (veja abaixo). Em primeiro lugar aparece a BAE Systems, da Inglaterra, com ganhos superiores a US$ 30 bilhões no ano de 2008 (o que no Brasil manteria o programa Bolsa Família por 4 anos).
A maior parte das companhias, porém, é americana. Escreve a revista: “O enorme orçamento de defesa dos EUA – que deve atingir US$ 700 bilhões em 2010 – garante oportunidades de negócios para as empresas locais (americanas) da indústria de defesa”.
No total, os 100 maiores fabricantes de armas venderam o equivalente a US$ 385 bilhões em 2008 – um acréscimo de US$ 39 bilhões em relação a 2007. A fonte dos dados (com freqüência utilizada pela The Economist) é o Stockholm International Peace Research Institute. Veja aqui mais detalhes.

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Orçamento militar dos EUA pagaria 82 anos de Bolsa Família

Os gastos militares dos EUA sobem continuamente desde 1998, quando foram consumidos 274 bilhões de dólares. Em 2008, a cifra atingiu 607 bilhões de dólares.

 As informações são do Stockholm International Peace Research Institute.

 E a conta vai subir, já que orçamento militar para 2010 (assinado por Obama) chega a 660 bilhões de dólares. Para fabricantes de armas como Lockheed Martin, Northrop Grumman e Boieng Co, o céu é de brigadeiro.

E uma comparação: o orçamento militar dos EUA deste ano patrocinaria, no Brasil, 82 anos do Programa Bolsa Família (levando-se em conta que orçamento do programa para 2010 é de R$ 13,7 bilhões e considerando um câmbio de 1 para 1.7).

 Ou o Bolsa Família é um trocado ou o gasto com armas exorbitante. Ou ambos.

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As empresas que fornecem armas para os EUA

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Imagem: rsconnett

Acabo de ler um livro excelente: O Senhor Embaixador, do Erico Veríssimo. O protagonista é um embaixador em Washington da fictícia república centro-americana de Sacramento, às voltas com um governo ditatorial, finalmente deposto por uma revolução. Isto nos idos de 1960. 

Mas lá pelas tantas, uma das personagens do livro cita um certo Major-General do exército dos Estados Unidos, Smedley D. Butler, que após servir 33 anos no Corpo de Fuzileiros-Navais, saiu em 1931 pelo país espalhando o seu livro War is a Racket (algo como “A Guerra é uma Jogatina”). Neste livro – que de fato existe — Butler descreve como campanhas militares americanas no México, Haiti, Cuba, Nicarágua, Honduras, serviram explicitamente para transformar estes países em “lugares decentes” para os negócios de  empresas de petróleo, de frutas, bancos, entre outras (no final do século XIX e início do XX). Escreveu o Major-General 78 anos atrás: “Olhando para todo esse passado, sinto que poderia dar a Al Capone algumas sugestões. O mais que ele conseguiu foi operar seu racket (sua rede) em três distritos duma cidade. Nós, os Marines, operamos em três continentes”.

Achei uma “sociedade” em homenagem a Butler, cujo site, de cunho pacifista, traz boas informações sobre o tempo presente.

Clicando neste site, cheguei à pagina do Government Executive, um grupo de mídia especializado em assuntos do governo federal americano. Vale a pena dar uma olhada na lista dos maiores contratos firmados pelo governo americano com companhias na área militar (para o ano fiscal de 2008). Lideram o ranking: Lockheed Martin Corp (US$ 30 bi), Northrop Grumman Corp (US$ 23 bi) e Boeing Co (US$ 23 bi).

Quanto mais guerra, mais dinheiro para essa turma. Sob esta ótica, um atoleiro no Afeganistão não seria assim tão ruim…e um conflito com o Irã, então, já imaginou??

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De onde vem o dinheiro dos Talibans?

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 Imagem: Moslihh

 Para quem acompanha notícias internacionais, particularmente o que acontece no Afeganistão, recomendo um texto da jornalista americana Jean Mackenzie, correspondente do Global Post em Cabul (aqui traduzido para o português pelo blog ODiario.info).

A jornalista diz que, diferentemente do que se acredita, o dinheiro dos Talibans não vem majoritariamente do comércio de ópio (o Afeganistão é o principal fornecedor de papoulas para heroína), mas sim de Estados do Golfo Pérsico e de recursos desviados…dos próprios americanos.

Segundo Mackenzie, os talibans necessitam de algo entre US$ 100 milhões e US$ 300 milhões ao ano para manter sua máquina de guerra. Ela aponta que boa parte do dinheiro advém de extorsões e cobranças por proteção a construtoras afegãs contratadas pelo governo dos EUA (e de outras fontes internaconais) para tocarem obras pelo país, como estradas e pontes.

Mackenzie apurou que quando fecha um contrato para obras em áreas sob influência dos Talibans, a construtora já separa 20% para os próprios. Uma espécie de pedágio, onde os Talibans permitem o término da obra, para muitas vezes, destruí-la depois (ou seja, após todos terem recebido a sua parte).

Eis a lógica da guerra na Ásia Central….

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Gastos militares dos EUA chegam a US$ 578 bi

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Imagem: Gadjo Dilo 

Os gastos militares dos Estados Unidos chegaram, em 2007, a incríveis US$ 578 bilhões. A cifra cresce ano-a-ano desde 1998 (quando foram gastos US$ 274 bilhões). As informações são do site do Stockholm International Peace Research Institute.

Será interessante acompanhar se, com a crise financeira, estes gastos serão reduzidos – ou se, pelo contrário, a indústria bélica servirá de motor econômico para a recuperação.

Mas o fato é que do ponto de vista militar não há comparação possível.

Se somarmos o que gastaram em 2007 países como China (US$ 58 bi) e Rússia (US$ 35 bi) – ambos países não-alinhados –, mal chega-se a um quinto da verba americana.

Aliás, em segundo lugar no ranking, vem um aliado histórico dos EUA, a Inglaterra (US$ 59 bi).

Já o Irã – visto como “ameaça” – gastou US$ 6,5 bi, ou cerca de 1% do total gasto pelos EUA (no Brasil foram US$ 15 bi).

Para pesquisar, clique aqui e selecione o país (consulta fácil; dados de 165 nações disponíveis).

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