40% das línguas faladas no mundo podem desaparecer, diz Unesco

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Imagem: Nyki_m  

A UNESCO (da ONU) lançou no início do ano uma nova versão de seu Atlas de Línguas em Risco no Mundo.

Muito interessante a iniciativa.

Segundo a Unesco, de 6 mil línguas faladas no planeta, 2.500 correm o risco de desaparecer.

Nos últimos 30 anos, 200 línguas desapareceram da face da terra; a última foi a Eyak, do Alasca, com a morte em 2008 da última pessoa que a dominava.

Segundo o Atlas, 199 línguas são faladas por grupos inferiores a 10 pessoas.

A Unesco acredita que o desaparecimento de línguas “empobrece a herança cultural humana”, em especial aquela associada a tradições.

De acordo com a ONU, os principais fatores que pressionam para o desaparecimento de línguas, nos tempos atuais, são a migração e a rápida urbanização.

Veja mais aqui, no site da UNESCO  (para íntegra do Atlas, veja à direita… em inglês).

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2 Comentários

Arquivado em Cultura

2 Respostas para “40% das línguas faladas no mundo podem desaparecer, diz Unesco

  1. Infelizmente, muita das vezes o desaparecimento de línguas é um processo “natural” das sociedades humanas.O problema é que esses idiomas raramente são catalogados, estudados,sendo esquecidos pela História cultural de um povo.
    Além disso, ocorre um processo de aculturação em povos, antes isolados, que entram em contato com uma espécie de “cultura dominante”.Esse não é um processo tão distante do nosso país, os dialetos e línguas indígenas provavelmente terão esse mesmo futuro, já que não existe nenhum programa de inserção dessas línguas no currículo escolar.Assim, como acabam ficando restritas às tribos, cada vez menores, um dia, da mesma forma que a língua do Alaska, o último falante irá morrer.
    Parabéns pelo blog Rogério, és meu colega de área, sou estudante de jornalismo.
    🙂

    • rogeriojordao

      legal seu comentário, Caroline. Vc já leu, por acaso, um livro chamado “Nômades e Sedentários”, do jornalista Miguel Urbano Rodrigues? Ele descreve a sucessão de civilizações (e foram muitas) desaparecidas na Ásia central (destruídas por hordas das estepes em períodos de fome, via de regra). Uma das observações dele é que os novos conquistadores logo assimilavam a cultura dos derrotados, ou seja, nas palavras do jornalista, “a cultura sempre prevalece”.

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