Eleições: uma cena de compra de votos

Um amigo publicitário contratado para uma campanha a prefeito de uma cidade no interior do estado do Rio me contou que no último dia de campanha (no primeiro turno ainda), cabos-eleitorais do candidato saíram do comitê com sacos de dinheiro (notas de R$ 50,00) para distribuir entre os eleitores. Ele viu a cena e ficou com a impressão de que campanha política “é tudo por dinheiro” (o salário dele foi pago em cash por empresas de ônibus; o seu cliente foi eleito).

O ocorrido não é fato isolado: das 70 denúncias de irregularidades eleitorais que chegaram em outubro ao Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a maior parte (29) dizia respeito à compra de voto.

Urna eletrônica, amadurecimento do eleitor (que nestas eleições privilegiou propostas e o discurso sobre a cidade), por um lado; práticas dos tempos da República Velha (1889-1930), por outro…

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Arquivado em Ética, Política

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