Ingleses produzem filmes a partir de câmeras de vigilância

A Inglaterra talvez seja o país mais vigiado do mundo. São 3 milhões de câmeras — as CCTVs, espalhadas por supermercados, ruas, shoppings, mas também pela polícia, donos de estabelecimentos comerciais etc. São, em tese, ferramentas de segurança.

 

O legal é que artistas têm visto neste gigantesco (e estranho) banco de imagens uma fonte para a criação.

 

Manu Luksch produziu um filme a partir de imagens dela própria que ela requisitou ao longo de 4 anos (por lei a pessoa tem o direito de requisitar suas imagens a quem controla as câmeras). O título: Faceless (Sem Rosto, já que, também por lei, pode-se pedir suas imagens, mas as outras pessoas que aparecem na “cena” – digamos, uma tarde em algum parque de Londres ou subindo-se uma escada rolante do metrô – devem ter suas identidades apagadas (no caso, com bolas no rosto). Os produtores deste tipo de filme já produziram até um manifesto (em inglês).

 

A idéia é muito boa, veja o trailler:

 

 

 

Outro filme que utiliza a estética CCTV (embora, aparentemente, seja produzido com câmeras que não as de vigilância), é o que segue abaixo, do britânico Dave Valentine, em um shopping de Manchester:

 

 

 

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Arquivado em Cidadania, Cultura, Mídia

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